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Parlamento oposicionista toma posse no Paquistão

17/03 - 11:07 - Reuters

ISLAMABAD- A nova Assembléia Nacional do Paquistão tomou posse na segunda-feira, abrindo caminho para um confronto da oposição com o presidente Pervez Musharraf.

Os governistas foram trucidados na eleição parlamentar de 18 de março, e Musharraf provavelmente terá de convidar os vitoriosos a formarem uma coalizão que poderá até mesmo expulsar o presidente do poder.

Aliados ocidentais e vizinhos do Paquistão temem que um confronto entre o presidente e o novo governo leve a mais distúrbios no país, que tem armas nucleares e enfrenta uma onda de atentados.

A posse parlamentar contou com um forte esquema de segurança na sede da Assembléia. Houve restrições ao tráfego na avenida em frente ao prédio.

O Partido do Povo do Paquistão, da falecida ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, conquistou a maior bancada da Assembléia, que tem 342 deputados. Como isso não basta para formar o governo, o líder do partido, Asif Ali Zardari, viúvo de Bhutto, assinou em fevereiro um acordo para formar uma coalizão com o partido do ex-premiê Nawaz Sharif, que conseguiu a segunda maior bancada. Um pequeno partido regional e um partido religioso também devem participar.

Nem Zardari nem Sharif disputaram a eleição, mas ambos foram ao Parlamento para assistir à posse das galerias.

'É o primeiro passo para a democracia. Enviamos esta mensagem ao mundo que a democracia deve ser ajudada e que a democracia é o dia final da ditadura', disse Zardari a jornalistas.

Num sinal de confronto com o isolado Musharraf, um político do PPP disse que a bancada está tomando posse sob a velha Constituição democrática, e não sobre a versão emendada que Musharraf impôs depois de decretar estado de emergência, em novembro.

Os dois principais líderes oposicionistas prometem reinstaurar o poder dos juízes afastados pelo presidente naquela época. Caso voltem aos cargos, esses juízes devem reabrir os processos que contestavam a reeleição de Musharraf, que disputou a eleição presidencial indireta de outubro ainda como comandante do Exército. A oposição diz que a reeleição dele nessas condições foi inconstitucional.

A Assembléia volta a se reunir na quarta-feira para escolher seu presidente.

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