14/03 - 21:03 - EFE
WASHINGTON - A comissão da Organização dos Estados Americanos (OEA) que visitou a fronteira entre Equador e Colômbia para analisar a incursão colombiana em território equatoriano em uma operação militar contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) concluiu hoje em Washington o relatório que apresentará na segunda-feira perante os chanceleres da América.
O relatório, segundo declarações de fontes do organismo à Agência Efe, será entregue amanhã ao Conselho Permanente que se reunirá à tarde para analisá-lo e tentar elaborar um documento - resolução ou declaração - que crie bases para evitar conflitos do mesmo tipo no futuro.
O documento que a Organização dos Estados Americanos (OEA) começará a preparar amanhã, e cuja elaboração pode se prolongar durante todo o fim de semana, conterá recomendações com o intuito de contribuir para aliviar as tensões existentes entre os países.
A Comissão é liderada pelo secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, além de representantes da Argentina, Brasil, Panamá, Peru e Bahamas, em sua qualidade de presidente rotativo do Conselho Permanente.
Ambos os países têm relatos diferentes em relação ao ponto de disparo ao acampamento das Farc em território equatoriano.
Insulza destacou que a intenção do relatório final "mais do que pôr fim às dificuldades, colocará ênfase no que pode ser feito para que estes fatos não voltem a ocorrer".
As fontes consultadas hoje pela Efe em Washington não descartaram que entre as recomendações da OEA possa figurar a criação de uma "missão de vigilância com força moral" para evitar que se repitam violações territoriais desse tipo na região.
Espera-se que na reunião de segunda-feira em Washington estejam mais de quinze chanceleres. O número ainda não foi oficialmente confirmado pela OEA.
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