13/03 - 16:13, atualizada às 18:58 13/03 - Reuters
QUITO - O Equador advertiu na quinta-feira que vai deter, repreender com a força e julgar membros de grupos irregulares ou efetivos colombianos que estejam ilegalmente no seu território, em uma medida destinada a impedir que o conflito do país vizinho continue a 'se espalhar' para seu território.
A posição equatoriana assinala um endurecimento na sua linha militar tradicionalmente amistosa e em sua política em relação à Colômbia, no momento em que os dois países tentam reconstruir suas relações depois da disputa diplomática da semana passada, desencadeada pela violação do território equatoriano pelas forças colombianas.
O Equador garantiu que adotou novas medidas de segurança por causa da incapacidade da Colômbia de controlar seu lado da fronteira entre os dois países -- que tem quase 600 quilômetros -- e de impedir que membros das Forças Armas Revolucionárias da Colômbia (Farc) a cruzem e se instalem clandestinamente no Equador.
'O conflito claramente atravessou a fronteira e é um perigo para a região', disse o presidente equatoriano, Rafael Correa.
A advertência do Equador marca uma mudança em relação à sua resolução anterior de entregar os membros de grupos irregulares à Colômbia, que se baseava em violações de origem migratória e no livre retorno dos militares que penetram o território equatoriano sem permissão.
'Todo indivíduo ou grupo de indivíduos que for encontrado ilegalmente em nosso território nacional será detido e colocado à disposição das autoridades judiciais', garantiu o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.
O Equador rompeu relações com a Colômbia depois que tropas e a aviação colombianas invadiram o seu território no dia 1o de março, numa operação que matou o número 2 das Farc, Rául Reyes, que estava num acampamento instalado no estado amazônico de Sucumbíos.
A crise se tornou regional quando a Venezuela e a Nicarágua manifestaram seu apoio ao Equador, mas foi sufocada depois que o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, pediu desculpas e prometeu não entrar mais em nenhum país vizinho para lutar contra as Farc.
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