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Entenda a crise diplomática entre Equador e Colômbia

13/03 - 11:58 - Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias

O conflito diplomático entre Equador, Colômbia e Venezuela teve início no dia 1º de março, quando tropas colombianas bombardearam o território equatoriano e mataram guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), entre eles o número dois da organização, Raúl Reyes.

 
No dia seguinte, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aliado do presidente equatoriano, Rafael Correa, mobilizou dez batalhões do exército para a fronteira com a Colômbia e ordenou o fechamento da embaixada da Venezuela em Bogotá. Quito também retirou seu embaixador da Colômbia.
 
Ainda no domingo, Correa solicitou uma reunião urgente da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Comunidade Andina de Nações (CAN) para discutir a crise. Ele exigia um pedido de desculpas da Colômbia, mas também um compromisso de respeito ao Equador, com a garantia de que invasões não seriam repetidas.
 
Em meio à crise, a Colômbia disse ter encontrado informações, em computadores que estavam com os guerrilheiros, que revelavam um suposto apoio de Correa e de Chávez às Farc. A informação foi contestada por Quito.
 
Na segunda (3) líderes do mundo inteiro se manifestaram sobre o assunto e repudiaram a invasão. A exceção foi o governo norte americano, que apoiou o "combate ao terrorismo" promovido pelo presidente colombiano Alvaro Uribe.
 
Em meio à crise o governo colombiano acusou Chaves de ter repassado US$ 300 milhões para os guerrilheiros, e que Correa estaria negociando apoio para as Farc em troca da liberação de reféns.
 
Uribe também acusou as Farc de estarem comprando material químico e radioativo para a produção de bombas. De acordo com ele as informações constavam nos computadores dos guerrilheiros mortos.
 
Com as denúncias, a Venezuela anunciou o fechamento de suas fronteiras com a Colômbia.
 
Na quarta (5), o presidente Rafael Correa visitou o Brasil, buscando apoio do presidente Lula, que já estava atuando para a resolução pacífica do conflito. No país ele cobrou uma posição enérgica da OEA contra a invasão de seu território.
 
Lula criticou o desrespeito da soberania do Equador devido à invasão colombiana, mas pregou a volta das relações diplomáticas entre os países.
 
Na sexta (7), em Santo Domingo, durante evento do Grupo do Rio, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, apertou a mão de Correa, pediu perdão pelo ataque e prometeu não repetir este tipo de operação. Com isso, o presidente do Equador deu a crise por encerrada. O Equador prometeu reatar relações diplomáticas com o país vizinho este mês.




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