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Bush: Situação no Iraque, e não eleições nos EUA, decidirá número de soldados

11/03 - 19:20 - EFE

Washington, 11 mar (EFE).- A situação no Iraque, e não a campanha eleitoral nos Estados Unidos, será o único fator que decidirá o número de soldados americanos posicionados no país árabe, afirmou hoje o presidente George W.

Bush.

O dirigente americano fez hoje um discurso sobre o Iraque e o Afeganistão para a Associação Nacional de Emissoras Religiosas em Nashville (Tennessee).

A situação no Iraque, protagonista algumas vezes da campanha eleitoral americana, promete se transformar em um dos temas principais na batalha entre democratas e republicanos pela Casa Branca, em novembro próximo.

O candidato republicano, John McCain, é um firme defensor da necessidade de se permanecer no Iraque, enquanto no campo democrata tanto Hillary Clinton como Barack Obama apóiam a retirada, o mais rápido possível, do país árabe.

Durante seu discurso, Bush disse que até janeiro de 2009 ele é o presidente e, por isso, é quem tomará as decisões a respeito do andamento do conflito no Iraque.

"A campanha política de 2008 não vai entrar em meus cálculos", assegurou, antes de insistir que o número de soldados desdobrados no Iraque só levará em conta "a paz do ano que vem".

Atualmente estão desdobrados em torno de 158 mil soldados americanos no Iraque, após uma redução gradual desde o ano passado, quando um aumento de 30 mil soldados ordenado por Bush em janeiro de 2007 elevou o número total para 168 mil. Há previsões de que o número diminua para 132 mil, em junho deste ano.

Os comandantes militares no Iraque pediram que, por enquanto, as reduções sejam canceladas.

Em princípios de abril, está previsto que o embaixador dos EUA em Bagdá, Ryan Crocker, e o chefe das Forças Armadas americanas no Iraque, o general David Petraeus, apresentem seu relatório semestral sobre a situação no país árabe.

"O que foi feito no Iraque é tênue, reversível e frágil, e ainda há muito a fazer. O inimigo é resistente", afirmou Bush em seu discurso, no qual prometeu que levará "muito em conta" as recomendações de Petraeus e Crocker na hora de decidir sobre o número de soldados.

O presidente americano também defendeu sua decisão de aumentar o número de efetivos no ano passado.

"Acho que o aumento funcionou, assim como acham os iraquianos", disse Bush, lembrando que nos últimos meses houve queda no número de incidentes violentos.

A violência caiu em torno de 60%, segundo cálculos oficiais, desde o aumento das tropas. No entanto, nos últimos dias foi registrado aumento dos ataques.

Pelo menos 46 pessoas morreram hoje em incidentes violentos no Iraque, enquanto ontem oito soldados americanos morreram em dois ataques, um cometido por um terrorista suicida em Bagdá e o outro, por uma bomba colocada durante a passagem de um comboio ao oeste da capital.

O presidente americano, que anda com o nível de popularidade baixo - em parte pela guerra -, defendeu também sua decisão de invadir o Iraque há cinco anos, iniciativa que certamente marcará seu legado político.

"A decisão de derrubar Saddam Hussein foi correta no princípio do meu mandato, é a correta no final do meu mandato, e sempre será a decisão correta", sustentou.

Em seu discurso, o presidente americano não mencionou as negociações iniciadas em Bagdá para estabelecer uma aliança de segurança, a longo prazo, entre os EUA e o Iraque.

O Governo americano e as autoridades iraquianas defendem a aliança como necessária para a segurança, visto que o mandato da ONU para o Iraque expira no final deste ano. EFE mv/mac/fb




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