Santo Domingo, 7 mar (EFE).- Os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Colômbia, Álvaro Uribe, protagonizaram hoje uma tensa troca de acusações na cúpula do Grupo do Rio, realizada em Santo Domingo.
Após um breve recesso durante o discurso de Uribe, Correa tomou a palavra e disse aos cidadãos dominicanos que tenham cuidado, já que caso Uribe "acredite que na República Dominicana há outro 'Raúl Reyes', ele vem e bombardeia", afirmou.
Diante desta acusação, Uribe interrompeu para afimar que, se isso acontecesse, o rebelde seria capturado "com a colaboração do Governo e da Polícia Dominicana".
Além disso, pediu a Correa que não lhe viesse com "o cinismo dos nostálgicos do comunismo".
O líder equatoriano tomou de novo a palavra e disse que é difícil acreditar em alguém que mentiu tanto e tantas vezes.
Na continuação, em alusão às acusações de Uribe - que momentos antes vinculou Correa com as Farc - o líder do Equador mostrou suas mãos ao resto dos presentes e disse: "estas mãos estão limpas e sem sangue".
Correa rejeitou sua vinculação com as Farc e pediu a criação de uma força internacional de paz que se desdobrasse na fronteira sul da Colômbia para garantir a segurança.
Durante a intervenção de Uribe, de mais de uma hora de duração, o presidente nicaragüense levantou-se de seu assento, em sinal de protesto pela duração do discurso do presidente colombiano, e ficou de pé após a delegação do Equador. EFE jsm/fb