Las Vegas (EUA), 7 mar (EFE).- A Microsoft quer apostar no futuro em uma combinação de software licenciado e serviços de software por demanda, baseado na rede e América Latina, opinam os diretores do grupo nesta região, que se beneficiará especialmente desta estratégia.
Estes planos serão apresentados na conferência MIX 08 da cidade americana de Las Vegas - um evento para designers e desenvolvedores de softwares para web - que termina hoje.
Luís Daniel Soto, diretor de novas tecnologias na Microsoft da América Latina, disse à agência Efe que a estrutura empresarial na América Latina "com abundância de microempresas" faz com que a zona possa se aproveitar mais que outras deste modelo.
Freqüentemente, este tipo de empresa era reticente em adotar novas tecnologias. "Se dizia que o problema era os custos, mas o problema real é a incapacidade para operar estas tecnologias", observou Soto.
O preço, certamente, também é uma vantagem. "O empresário pode contratar os serviços que necessita rapidamente e usá-los a um custo baixo e conveniente para ele", disse Soto que participou da conferência MIX 08 da Microsoft.
A redução dos custos representa também uma forma de combater a pirataria de software, um problema muito forte na região. Soto opina que o usuário "obtém também um serviço complementar" que o software pirata não lhe fornece.
"Queremos ampliar a portabilidade que possui, por exemplo, o e-mail, a todo o software de escritório", explicou. "No futuro teremos peças de software dentro e fora da empresa".
Soto lamentou o atraso da América Latina em tudo relacionado com internet e pôs o exemplo da publicidade online, "que representa já 8% da despesa mundial em publicidade, enquanto na América Latina esta percentagem não chega a 1,5%".
Esta opinião é compartilhada por seu colega Alexis Castañares, responsável da iniciativa Next Web para Microsoft América Latina, uma equipe que está trabalhando com empresários e estudantes para fomentar o uso das tecnologias em torno da web na América Latina.
"É surpreendente que só 3,6% do total das páginas web do mundo estejam hospedadas na América Latina", disse Castañares. Perante a lentidão e o mau funcionamento "muitos programadores preferem hospedar suas páginas em servidores nos EUA, por exemplo".
No entanto, Castañares é otimista e considera que "o mercado de web na América Latina começará a crescer", disse. "Os operadores estão reduzindo os preços e a qualidade está aumentando". EFE pg/fb