Por Joseph Guyler Delva SANTO DOMINGO (Reuters) - O Grupo do Rio que reúne países latino-americanos admitiu nesta sexta-feira a entrada do Haiti, o país mais pobre do continente, como novo membro do bloco, fortalecendo os laços regionais com uma nação que busca superar uma serie de crises políticas e econômicas.
O Haiti foi largamente excluído dos grupos regionais em meio às décadas de caos político, ditaduras e governos militares.
O país foi aceito em 2002 na comunidade caribenha Caricom, grupo econômico que reúne principalmente nações e territórios de língua inglesa.
A eleição do presidente Rene Preval em 2006 contribuiu para estabilizar o Haiti, dois anos depois de o líder populista Jean-Bertrand Aristide ter sido deposto por uma rebelião de grupos armados e ex-membros do Exército.
O Grupo do Río foi formado em 1986 no Rio de Janeiro para representar os interesses latino-americanos, como uma alternativa à Organização de Estados Americanos (OEA), dominada pelos Estados Unidos.
O grupo inclui Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.