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Uribe, Correa e Chávez dizem que crise entre Equador e Colômbia acabou

07/03 - 18:25, atualizada às 21:36 14/03 - Redação com agências internacionais

SANTO DOMINGO - O presidente do Equador, Rafael Correa, e seu colega da Colômbia, Álvaro Uribe, deram hoje por encerrado o conflito diplomático entre os dois países com um aperto de mãos na cúpula do Grupo do Rio, que acontece na República Dominicana. Uribe também cumprimentou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em meio a aplausos dos presentes.

 

'E com isso... esse incidente que causou tanto dano será resolvido', disse o presidente equatoriano, Rafael Correa, antes de se levantar e cumprimentar o colega colombiano, Alvaro Uribe.

"Com o compromisso de não agredir nunca mais um país irmão e o pedido de perdão, podemos dar por superado este gravíssimo incidente", disse Correa dirigindo-se a Uribe, que se aproximou para cumprimentá-lo durante a sessão plenária da Cúpula do Grupo do Rio realizada na capital dominicana.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, que culpou os Estados Unidos pela crise e enviou tanques para a fronteira com a Colômbia, aliada norte-americana, também cumprimentou Uribe, aplaudiu com vigor e sorriu com vontade.

A resolução da disputa, que surgiu no sábado quando a Colômbia atacou território do Equador para matar um comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), deu um final surpreendente à reunião.

Os cumprimentos foram transmitidos ao vivo pela televisão na América Latina, em resposta a um pedido especial do anfitrião da cúpula, o presidente dominicano, Leonel Fernandez.


O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, disse que os acordos alcançados nesta sexta-feira, pondo fim ao conflito entre Equador e Colômbia, permitem a retomada das relações de seu país com o governo colombiano

Leonel Fernández, presidente dominicano e anfitrião do encontro, foi quem propôs aos três presidentes que se abraçassem num sinal de reconciliação.

Clique abaixo e veja infográfico sobre a crise
Veja infográfico sobre a crise na América Latina

Crise diplomática

A maior crise diplomática já vista na América do Sul começou com um ataque militar colombiano em território do Equador.

A incursão terminou com a morte de 17 guerrilheiros, entre eles o número 2 das Farc, Raúl Reyes.

Por causa da incursão militar colombiana, o Equador rompeu relações com a Colômbia, medida adotada ontem também pela Nicarágua.

A Venezuela fechou sua embaixada em Bogotá, expulsou o corpo diplomático colombiano de Caracas e militarizou a fronteira com o país vizinho, para evitar uma eventual operação como a ocorrida no território equatoriano.

Cúpula do Grupo do Rio

Durante reunião do Grupo do Rio realizada hoje na República Dominicana, Correa e Uribe tiveram um tenso debate.

Uribe assegurou hoje que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) financiaram a campanha eleitoral que levou Rafael Correa à presidência do Equador.

Durante seu discurso na cúpula do Grupo do Rio realizado hoje em Santo Domingo, Uribe leu trechos de várias cartas entre o líder das Farc, Manuel Marulanda, e o "número dois" desta organização, Raúl Reyes, que morreu no dia 1º de março na operação militar da Colômbia em território equatoriano.

Os textos lidos por Uribe, procedentes dos computadores de Reyes recuperadas durante a operação, evidenciam o apoio político e financeiro da guerrilha a Correa em diferentes mensagens nos quais se fala dos resultados do primeiro turno das eleições e da estratégia para a segunda.

Correa respondeu argumentando que, pelo menos, "estas mãos não estão manchadas de sangue".

"Rechaço a insinuação de que meu governo tenha colaborado con as Farc, as mentiras são derrubadas por si sós", disse Correa a Uribe.

"Formemos uma força internacional para que controle a fronteira que a Colômbia não sabe respeitar com suas políticas militaristas", acrescentou, num momento de grande tensão nas sessões da XX Cúpula do Grupo do Rio em Santo Domingo.

"Comprometa-se a não agredir nunca mais um país irmão e acabe com essas falácias", afirmou Correa ao presidente da Colômbia



Colômbia faz fronteira com o Brasil, Equador, Venezuela, Peru e Panamá / Wikipedia

(*Com informações das agências Efe, AFP e Reuters)


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