Seul, 5 mar (EFE).- O grupo sul-coreano Associação dos Padres Católicos para a Justiça (CPAJ, na sigla em inglês) revelou hoje que o futuro chefe da espionagem da Coréia do Sul e o secretário-chefe presidencial para assuntos pessoais fazem parte da lista de pessoas envolvidas em um escândalo de subornos pagos pelo conglomerado empresarial Samsung.
Em entrevista coletiva, o grupo afirmou que Lee Jong-chan, ex-promotor e atual secretário-chefe do novo presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, recebeu dinheiro da Samsung periodicamente.
Além disso, Kim Sung-hoo, diretor designado da Agência Nacional de Inteligência do país, foi subornado periodicamente pela companhia sul-coreana, de acordo com o depoimento.
Hwang Young-ki, ex-presidente do Banco Woori e candidato à presidência da Comissão de Serviços Financeiros, teria sido o responsável pela administração das contas ilegais da Samsung, afirmaram os sacerdotes.
O grupo CPAJ insistiu na necessidade de que estas pessoas não sejam nomeadas para ocupar cargos tão importantes. A Casa Presidencial sul-coreana nega todas as acusações.
A polêmica da Samsung veio à tona quando o ex-assessor-chefe para assuntos legais da empresa, Kim Yong-chul, denunciou no final do ano passado que o conglomerado sul-coreano subornou políticos, fiscais tributários e jornalistas para facilitar a transferência do controle da empresa do atual presidente para seu filho.
Após a denúncia, foi formada uma comissão liderada por um promotor independente para esclarecer o "caso Samsung". As investigações continuam em andamento.
O grupo Samsung, que é responsável por mais de 20% das exportações totais da Coréia do Sul, conta com 58 filiais, dentre as quais se destacam a Samsung Electronics, maior fabricante de chips do mundo, e a Samsung Heavy Industries. EFE ce/ev/gs