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EUA querem analisar documentos extraídos do computador de "Reyes"

05/03 - 21:03 - EFE

Washington, 5 mar (EFE).- Os Estados Unidos querem analisar o conteúdo dos documentos supostamente extraídos de um computador encontrado em uma base clandestina das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador.

O objetivo é determinar se o país adotará medidas contra a Venezuela, afirmou hoje o subsecretário de Estado para a América Latina, Tom Shannon.

Ele compareceu hoje a uma audiência perante o Congresso sobre a mudança de regime em Cuba, na qual o assunto mais abordado foi a crise entre Colômbia, Equador e Venezuela após a incursão militar colombiana no sábado passado em um acampamento rebelde das Farc.

As autoridades colombianas afirmam que, entre outras provas, alguns documentos extraídos do computador de "Raúl Reyes", um dos líderes da guerrilha que morreu no ataque, indicam que a Venezuela deu ao grupo US$ 300 milhões.

Outros documentos supostamente destacam que a guerrilha, em particular "Reyes", manteve contatos com autoridades do Governo equatoriano.

Durante a audiência, Shannon se mostrou cauteloso ao abordar os dois assuntos e destacou que a prioridade do Governo dos Estados Unidos é determinar os fatos e permitir que a Organização dos Estados Americanos (OEA) ajude a resolver a atual crise.

Shannon advertiu de que se ficar comprovado que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, deu apoio financeiro às Farc, "isso seria grave e requereria ação internacional".

O Governo da Colômbia também destacou as "relações vinculativas" da guerrilha com o Equador.

Apesar disso, o subsecretário americano explicou aos membros da subcomissão de Assuntos Hemisféricos da Câmara de Representantes que, segundo o Governo de Quito, o encontro com os rebeldes tinha o propósito de agilizar as negociações para a libertação de outros reféns em poder da guerrilha.

O diplomata também disse que os Estados Unidos querem examinar o conteúdo do HD do computador de "Reyes".

"Vimos os documentos com muito interesse e preocupação, mas temos a esperança de que a Colômbia compartilhe todos os documentos que há dentro do HD e nos dê a oportunidade de analisar o conteúdo", disse Shannon.

"Acho que vamos ter um melhor entendimento da maneira na qual as Farc se relacionam com diferentes entidades e Estados na região para promover sua agressão contra o Estado democrático da Colômbia, e baseado nisso vamos determinar quais serão os próximos passos", ressaltou, sem dar detalhes.

Segundo o subsecretário, os EUA querem "cuidar e aprofundar" a relação de cooperação que mantém com Correa.

Shannon expressou confiança em que a resolução da OEA ajude a resolver a crise, mas disse que o organismo regional também deve analisar o problema de fundo: "o uso por parte das Farc de áreas fronteiriças em seu próprio benefício, sem respeito à soberania dos diferentes países na região". EFE mp/db




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