04/03 - 00:51 - EFE
Washington - Os pré-candidatos democratas à Casa Branca Hillary Clinton e Barack Obama defenderam nesta segunda-feira as ações da Colômbia contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), mas pediram a esse país, ao Equador e à Venezuela que resolvam suas diferenças pela via diplomática e diminuam as tensões na região.
Através de comunicados, Hillary e Obama pediram aos Governos desses países para que trabalhem de forma estreita para evitar uma escalada do conflito após a incursão militar colombiana em território equatoriano em uma operação militar promovida contra as Farc.
Hillary e Obama fizeram suas declarações antes de que o Governo do presidente equatoriano, Rafael Correa, decidisse romper as relações diplomáticas com Bogotá por causa da oepração.
No entanto, a senadora considerou que a ordem do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de enviar dez batalhões para a fronteira com a Colômbia "é injustificada e perigosa", e defendeu a decisão do Governo de Bogotá de combater grupos como as Farc.
Hillary disse que o presidente Chávez "está se colocando abertamente do lado de terroristas que ameaçam a democracia na Colômbia e a paz e segurança na região", ao apoiar e elogiar as Farc.
"Ao invés de criticar as ações da Colômbia no combate a grupos terroristas nas regiões fronteiriças, a Venezuela e o Equador devem trabalhar com seu vizinho para assegurar que seus territórios não sirvam de santuário a grupos terroristas", recomendou a senadora democrata por Nova York.
Obama destacou que o povo colombiano sofreu durante mais de quatro décadas "nas mãos de uma brutal insurgência terrorista, e o Governo colombiano tem todo o direito de se defender" contra as Farc.
No entanto, o senador democrata por Illinois advertiu que a morte de "Raúl Reyes" na operação militar "não deve ser utilizada como pretexto para aumentar as tensões ou para ameaçar a estabilidade da região".
"Os presidentes da Colômbia, Equador, e Venezuela têm a responsabilidade de se assegurarem de que os fatos não redundem em uma espiral fora de controle, e que as disputas se resolvam pacificamente através da diplomacia ativa, com a ajuda de atores internacionais", recomendou Obama, sem dizer quem seriam esses mediadores.
Leia mais sobre eleições nos EUA
Publicidade