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Venezuela expulsa embaixador da Colômbia

03/03 - 21:01 - Redação com agências internacionais

A Venezuela ordenou nesta segunda-feira a "expulsão imediata" do embaixador da Colômbia e do pessoal diplomático da embaixada colombiana em Caracas, informou a chancelaria venezuelana.

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    O governo da Venezuela, "em defesa da soberania da pátria e da dignidade do povo venezuelano, decidiu ordenar a expulsão imediata do embaixador da República da Colômbia na Venezuela e do pessoal diplomático da Embaixada colombiana em Caracas do território nacional", diz o comunicado da chancelaria.

    O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ordenou no domingo o fechamento da embaixada de Caracas em Bogotá e o envio de 10 batalhões do exército para a fronteira com a Colômbia, depois que o país vizinho realizou uma operação militar em território equatoriano que terminou com a morte do número dois da guerrilha colombiana das Farc, Raúl Reyes.

    Relações estremecidas

    As relações entre os dois países ficaram estremecidas depois que Bogotá bombardeou, no sábado, um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano, num ataque em que morreram um líder do grupo e outros 16 rebeldes.

    Equador e Venezuela, que tem no presidente Hugo Chávez um aliado próximo de Quito, ordenaram um reforço militar nas fronteiras com a Colômbia em reação ao ataque. O venezuelano advertiu que pode ser o início de um enfrentamento bélico na região.

    Bogotá disse que não iria responder com a mesma estratégia e decidiu não mandar tropas adicionais à área.


    Colômbia faz fronteira com o Brasil, Equador, Venezuela, Peru e Panamá / Wikipedia

    Desculpas

    A Colômbia pediu desculpas pela incursão militar, mas disse que a operação contra o acampamento dos rebeldes era necessária porque seus soldados estavam sendo alvos a partir do lado equatoriano.

    Mas o governo colombiano, aliado dos EUA, disse também ter encontrado no acampamento documentos que vinculam o presidente esquerdista do Equador, Rafael Correa, aos guerrilheiros. A acusação é negada pelo Equador porque a evidência não foi apresentada a escrutínio público.

    'Deus nos livre de uma guerra, mas não vamos permitir que violem nosso território soberano', disse Chávez.

    Morte de guerrilheiro

    AFP
    Reyes teria sido morto em território do Equador
    Reyes teria sido morto
    em território do Equador
    A operação militar de sábado resultou na morte de Raúl Reyes, considerado o número 2 da guerrilha Farc, a maior da Colômbia. O ataque usou aviões de combate e tropas em terra mobilizados contra um acampamento no Equador, em um duro golpe contra o grupo guerrilheiro mais antigo da América Latina.

    Chávez já alertou que incursões em seu país podem 'causar uma guerra' e ameaçou enviar seus caças russos contra a Colômbia caso as tropas do país façam na Venezuela o mesmo tipo de infiltração que houve no Equador.

    Tanto Chávez quanto Correa acusaram o presidente colombiano, Álvaro Uribe, de mentir a respeito do ataque. A Colômbia disse ter agido em 'legítima defesa', sem a intenção de violar a soberania equatoriana.

    Mas Correa disse que os aviões colombianos invadiram espaço aéreo equatoriano enquanto os guerrilheiros dormiam, e que helicópteros levaram soldados até dentro do acampamento rebelde.

    'Foi um massacre', disse Correa. 'Encontramos até corpos baleados pelas costas. Não permitiremos que isso fique impune.'

    As forças venezuelanas entraram em alerta, e Chávez prometeu apoio 'até o final' para o Equador.

    Os Estados Unidos, que dão expressiva ajuda a Uribe no combate a guerrilheiros e narcotraficantes, informou estar monitorando os fatos depois da 'reação estranha' de Chávez.

    (*Com informações das agências Efe e AFP)

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