Caracas, 3 mar (EFE).- O ministro de Interior da Venezuela, Ramón Rodríguez Chacín, mostrou hoje um computador que disse ter pertencido a Wílber Varela, conhecido como "Sabão", traficante colombiano assassinado em janeiro e vinculado pelo funcionário ao "narcogoverno fascista" da Colômbia.
Assim como fez o diretor da Polícia colombiana, general Óscar Naranjo, que mostrou um computador que supostamente era de "Raúl Reyes" - morto sábado pelo Exército da Colômbia -, Rodríguez disse que na máquina do narcotraficante foram achados dados que ligam o alto oficial do país vizinho a atividades ilegais.
Varela, conhecido como "Sabão" e morto no fim de janeiro em Mérida (Venezuela), liderava uma facção originada da divisão do cartel do Norte de Valle del Cauca (Colômbia).
O traficante, destacou Rodríguez, seria um "protegido" do general colombiano, que, com um "riso cínicaoe zombador", integrou o grupo de autoridades da Colômbia que anunciou o ataque em território equatoriano no qual morreu "Raúl Reyes", segundo chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
O ministro venezuelano disse que Naranjo aparece no computador de "Sabão" como uma pessoa que costumava fazer "negócios" com o traficante.
Rodríguez frisou que não revelou antes a informação às autoridades da Colômbia e dos Estados Unidos porque estas "favorecem, aprovam e estão envolvidas" no narcotráfico. EFE ar/sc