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Ministro francês considera que morte de líder das Farc não é "boa notícia"

03/03 - 08:10 - EFE

Paris, 3 mar (EFE).- A morte do "número dois" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), "Raúl Reyes", em uma operação colombiana "não é uma boa notícia", segundo o ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner.

Segundo Kouchner, é preciso "redobrar os esforços" pela libertação dos reféns da guerrilha, em primeiro lugar em prol da franco-colombiana Ingrid Betancourt.

"Não é uma boa notícia" que Reyes, "o homem com o qual falávamos e tínhamos contatos, tenha sido morto", afirmou hoje o chefe da diplomacia francesa à emissora "France Inter".

O porta-voz internacional das Farc morreu no sábado em uma operação militar colombiana em território equatoriano, o que gerou uma crise diplomática entre Colômbia, Equador e Venezuela, e o anúncio por estes dois últimos países do envio de reforços à fronteira.

Diante do que chamou de "aumento das tensões" entre os três países, o ministério dirigido por Kouchner pediu ontem à noite "contenção", e indicou que "esta situação mostra até que ponto é urgente encontrar uma solução negociada, que passa necessariamente pela solução da dolorosa questão dos reféns" das Farc.

Kouchner disse hoje que "o problema agora para nós é tirar todos os reféns, mas, principalmente, Ingrid Betancourt".

"Do que precisamos não é mais um acordo humanitário, mas um gesto de parte das Farc", porque é uma "urgência médica e humanitária", afirmou.

Kouchner disse que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, está envolvido nisso "dia e noite", e lembrou as gestões com os líderes da Venezuela, Colômbia e Equador. EFE al/an




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