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Incidente diplomático no Equador tem repercussão no mundo

03/03 - 11:48, atualizada às 16:17 03/03 - Redação com agências internacionais

A crise desencadeada pela morte do porta-voz internacional das Farc, Raúl Reyes, em uma operação militar colombiana em território equatoriano, gerou uma crise diplomática entre Colômbia, Equador e Venezuela. Veja abaixo a reação de líderes mundiais em relação ao incidente diplomático:

 

Brasil

O assessor especial de Política Externa do governo brasileiro, Marco Aurélio Garcia, defendeu nesta segunda-feira o esclarecimento das circunstâncias que desataram uma crise diplomática entre a Colômbia, o Equador e a Venezuela no caso do assassinato do segundo homem das Farc pelas forças colombianas em território equatoriano.

Em entrevista concedida hoje à Rádio CBN, Garcia disse que, em primeiro lugar, é preciso reduzir ao máximo a tensão e esclarecer todos os episódios envolvendo a morte de Raúl Reyes, segundo na hierarquia das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Cuba

O líder cubano Fidel Castro culpou os Estados Unidos por uma eventual guerra entre a Colômbia, Venezuela e Equador em função da operação em que morreu o número dois da guerrilha das Farc, segundo um novo artigo publicado nesta segunda-feira pela imprensa oficial cubana.

"Ouvimos com força no sul de nosso continente as trombetas da guerra em conseqüência dos planos genocidas do imperío ianque. Nada é novo! Estava previsto!", afirmou Fidel.

Argentina

A Argentina está "muito consternada" por causa da "evidente violação da soberania territorial" do Equador durante a incursão colombiana no último fim de semana, na qual morreu o número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), "Raúl Reyes".

Estas declarações foram dadas por fontes do Ministério das Relações Exteriores argentino, que disseram que o ocupante da pasta, Jorge Taiana, conversou com seus colegas de Brasil, Chile, Equador, Colômbia, Paraguai e Venezuela.

México

O presidente do México, Felipe Calderón, apoiará "qualquer ação" que for requerida por parte da Colômbia e do Equador "que favoreça o diálogo" entre essas nações, para que a relação bilateral volte ao normal "o mais rápido possível", informaram fontes oficiais.

Assim indicou o escritório da Presidência mexicana em comunicado emitido neste domingo, após conversas por telefone do próprio Calderón com o presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Colômbia, Álvaro Uribe.

Chile

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, expressou nsta segunda-feira seu desacordo com a incursão do Exército colombiano em território equatoriano durante uma operação contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"Não podemos estar de acordo em que não se respeitem as fronteiras, e lamentamos que o Equador tenha se sentido agredido", manifestou Bachelet.

Peru

O governo do Peru vê com enorme preocupação a tensão entre Colômbia, Venezuela e Equador após a morte de um rebelde colombiano em território equatoriano e pediu que o assunto seja resolvido com seriedade, disse o governo nesta segunda-feira.

'Com enorme preocupação estamos vendo esta região da América do Sul agora convulsionada por esses acontecimentos. Fazemos votos para que o tema seja visto com a maior seriedade', disse o primeiro-ministro peruano, Jorge del Castillo, à rádio local RPP.

França

A morte do "número dois" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), "Raúl Reyes", em uma operação colombiana "não é uma boa notícia", segundo o ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner.

Segundo Kouchner, é preciso "redobrar os esforços" pela libertação dos reféns da guerrilha, em primeiro lugar em prol da franco-colombiana Ingrid Betancourt.

"Não é uma boa notícia" que Reyes, "o homem com o qual falávamos e tínhamos contatos, tenha sido morto", afirmou hoje o chefe da diplomacia francesa à emissora "France Inter".

Alemanha

Governo alemão recomendou hoje "prudência" a todas as partes envolvidas na crise gerada após a ação militar colombiana contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano, que custou a vida do "número dois" da organização, "Raúl Reyes".

"Temos a esperança de que todas as partes se comportem com a devida prudência para evitar que a crise se agrave", disse o porta-voz do Ministério de Exteriores alemão, Martin Jäger, em Berlim.

EUA

Os Estados Unidos declaram hoje apoio aos esforços da Colômbia para responder a "ameaça e desafios" impostos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"Consideramos que as Farc são uma organização terrorista. Apoiamos o governo da Colômbia em seus esforços para responder àquela ameaça e desafio", disse o vice-porta-voz do Departamento do Estado dos EUA, Tom Casey.

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