A denúncia colombiana sobre supostas ligações entre a guerrilha colombiana das Farc e o governo equatoriano é "uma mentira que merece a rejeição total", afirmou nesta segunda-feira o embaixador de Quito em Bogotá, Francisco Suescum.
"É uma mentira. O governo do Equador, o presidente Rafael Correa, o ministro da Segurança Interna e Externa, Gustavo Larrea, jamais poderiam ter uma atitude desta natureza", afirmou o diplomata, que voltou de Bogotá a pedido do presidente equatoriano.
"Este tipo de informação tendenciosa, que tergiversam a realidade desses fatos, é um ato que merece a rejeição total de qualquer pessoa civilizada", enfatizou Suescum.
O governo da Colômbia acusou nesta segunda-feira o Equador de "convivência" com as Farc e assinalou que isso explica sua reação irada pela morte em seu território do número dois dessa guerrilha, Raúl Reyes, durante uma operação militar das forças colombianas.
"Esse é o fundo do problema, uma convivência, uma espécie de associação do governo do Equador com a guerrilha para buscar objetivos comuns, o que explica toda essa atitude, esta reação", afirmou o ministro colombiano da Defesa, Juan Manuel Santos, falando à rádio RCN.
"Ao invés de manter a atitude inicial, que foi amável, agora reagem violentamente porque acabamos com um aliado, acabamos com um sócio, acabamos com uma pessoa que estava fazendo tratos com eles", acrescentou, aludindo a Reyes, morto no sábado durante uma operação do lado equatoriano da froneira.
No domingo, a Colômbia acusou o presidente equatoriano Rafael Correa de compromissos com as Farc e revelou documentos nos quais menciona o interesse de Quito em manter relações com os guerrilheiros.
"Isso é muito grave, é o debate que precisamos fazer internacionalmente, porque todos os países estão obrigados a seguir os protocolos frente ao terrorismo. Ninguém pode dar apoio e abrigo a terroristas que estão atacando terceiros países a partir de seus territórios", afirmou o ministro.
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