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Brasil deve atuar na pacificação entre Colômbia e países vizinhos, alertam líderes do Congresso

03/03 - 13:03 - Rodrigo Ledo e Severino Motta, do Último Segundo

Os líderes partidários no Congresso Nacional ressaltaram nesta segunda-feira que o Brasil deve procurar mediar o conflito entre a Colômbia e seus vizinhos, Equador e Venezuela. Os parlamentares evitaram apontar culpados pela crise – por não terem elementos que comprovem a invasão da Colômbia no território equatoriano – mas destacaram que o continente poderá sofrer muito com a “mais séria crise” regional nos últimos anos.

 

“A mediação é necessária e tem que ser consentida. Não é assunto fácil, mas todos têm que trabalhar para resolver da melhor maneira”, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), acrescentando que Argentina e Chile devem se apresentar para compor a mediação junto ao Brasil.

Os líderes oposicionistas, que normalmente dedicam muitas críticas ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, analisaram com cautela em vez de simplesmente atacarem o envio de tropas venezuelanas para a fronteira com a Colômbia.

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), por exemplo, disse entender a motivação colombiana de sufocar o “terrorismo” das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), mas ponderou que isso não pode resultar em invasão territorial.

“Se for confirmada a invasão da Colômbia no território equatoriano, não podemos apoiar isso de jeito nenhum. Mas isso não justifica a atitude belicista da Venezuela”, comentou Sérgio Guerra. Para ele, o Brasil deve se posicionar “com objetivo de deixar os fatos com toda clareza e atuar contra a ameaça de guerra”.

Na opinião do líder do Democratas (DEM) no Senado, senador José Agripino (RN), é muito cedo para apontar culpados porque faltam elementos para melhor análise. “O Brasil deveria atuar como sempre atuou, inclusive na questão entre Peru e Equador. Como é um País pacifista, tem a função de atuar como algodão entre cristais”, observou.

Agripino marcou sua postura oposicionista (já que o governo Lula é simpático a Hugo Chávez) ao afirmar que “a Colômbia tem toda razão de tentar erradicar o terrorismo do seu território. Se houve invasão, em nome de uma causa maior o Brasil deve buscar o entendimento”.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), disse que o Brasil deve “trabalhar para diminuir o foco de conflito”. De acordo com ele é necessário se buscar uma saída, negociada, para o impasse entre os países vizinhos.

“Queremos uma solução negociada”, disse, Além disso, continuou, “o fortalecimento das relações de amizade e parceria na América do Sul faz parte de nossa política externa”.

Por fim o líder concordou com o presidente da Câmara, Chinaglia, no que diz respeito ao não assumir lados no conflito – “não vamos tomar o lado de ‘A’ ou de ‘B’” – e lembrou que é necessário se continuar com políticas que visem a liberação de reféns das FARC.  

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* Com reportagem de Carollina Andrade, da Santafé Idéias





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