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Chávez manda fechar embaixada em Bogotá e faz acusações a Uribe

02/03 - 17:40, atualizada às 23:42 02/03 - EFE

Caracas - O presidente venezuelano Hugo Chávez ordenou hoje o fechamento da embaixada da Venezuela na Colômbia e a mobilização de "10 batalhões" militares na fronteira entre os dois países.

 

A reação de Chávez foi provocada pelas circunstâncias em torno do "covarde assassinato" do porta-voz internacional das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), "Raúl Reyes", por forças militares colombianas em território equatoriano.

O governante, que qualificou o presidente colombiano Álvaro Uribe de "criminoso" e acusou-o de dirigir um "narcogoverno", disse que decisão de fechar a embaixada em Bogotá e mobilizar as tropas para a fronteira são uma forma de apoiar o dirigente do Equador, Rafael Correa.

Chávez contou que recebeu esta manhã uma ligação telefônica de Correa, e informou que "chamou seu embaixador em Bogotá e ordenou a mobilização de tropas militares em direção ao norte" do país andino.

Chávez também ordenou o chanceler Nicolás Maduro que retire "imediatamente todo o pessoal da embaixada" venezuelana em Bogotá.

"Que venham todos os funcionários (diplomatas venezuelanos na Colômbia). Estamos em alerta e apoiaremos o Equador em qualquer circunstância!", declarou, enérgico, o presidente venezuelano, que compartilha com a Colômbia 2.219 quilômetros de fronteira terrestre.

Chávez relatou que após várias conversas com Correa ambos chegaram à conclusão de que Bogotá "mentiu" em sua explicação oficial ao Governo equatoriano sobre as circunstâncias da morte "número dois" no comando das Farc.

"Eles (funcionários militares colombianos) reconheceram em sua primeira declaração ter invadido território equatoriano, o que é uma coisa muito grave (...) isto pode ser o começo de uma guerra na América do Sul.", disse.

O presidente Venezuelano reiterou que a Colômbia, obedecendo supostas ordens de Washington, pretende se transformar na "Israel da América Latina", mas advertiu que os Governos que buscam a "união" da região não permitirão.

Chávez também anunciou que seu Governo "revolucionário" não participará da próxima reunião da União de Nações Sul-americanas (Unasul) prevista para final de março, na Colômbia.

Além disso, disse que "espera um pronunciamento" dos países da região a respeito das atuações do Governo "criminoso" de Uribe.

O dirigente venezuelano argumentou que as recentes ações do "presidente subimperialista, lacaio e mentiroso da Colômbia" foram um "duro golpe" ao processo de integração sul-americana.

Chávez também guardou um minuto de silêncio, a pedido de uma das participantes de seu programa dominical, em homenagem a "Raúl Reyes", um "comandante revolucionário", com o qual se reuniu em três ocasiões, segundo lembrou.





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