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Polícia espanhola prende acusados de aliciar brasileiras para prostituição

27/02 - 14:12 - EFE

ESPANHA - A polícia espanhola deteve, na cidade de Las Palmas de Gran Canaria, sete membros de um grupo criminoso que aliciava mulheres brasileiras para prostituição, informou nesta quarta-feira o comando policial do arquipélago.

 

Segundo a polícia, as vítimas - das quais três foram presas por infração à lei de estrangeiros espanhola - contraíram uma dívida de cerca de 1.500 euros (quase US$ 2.300), quantia que o grupo pagou para cada uma delas poder chegar à Espanha e depois restituí-los com o que ganhavam se prostituindo.

Segundo os agentes, as três mulheres foram detidas em um local onde viviam "amontoadas" e de onde não podiam sair livremente em horário de trabalho sem o consentimento dos donos do clube, que não pagavam as mulheres até a quitação da dívida.

Os sete membros do grupo criminoso, para quem um juiz decretou prisão preventiva, foram detidos no mesmo lugar pelos crimes de formação de quadrilha, violação dos direitos dos cidadãos estrangeiros e dos trabalhadores, prostituição e lavagem de dinheiro.

A organização contava com membros no Brasil que supostamente recrutavam as jovens para a prostituição na ilha Grande Canária e enviava as fotos das meninas por e-mail para os clientes.

Os chefes da organização financiavam todas as despesas de viagem das mulheres para entrarem na Espanha como turistas e, depois de chegarem à ilha, os criminosos as buscavam no aeroporto e as levavam imediatamente aos clubes de prostituição.

Segundo a polícia, todas têm um perfil parecido, jovens com poucos estudos, problemas financeiros, pressões da família e dívidas.

Os agentes acreditam que 50 mulheres podem ter entrado assim na Espanha entre 2006 e 2007 e que o dinheiro gerado por essa atividade deve ter chegado a 1,5 milhão (aproximadamente US$ 2,3 milhões).

Entre os sete detidos, estão um cidadão cubano e dois brasileiros, cujos nomes seriam Bruno e Deborah.

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