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Mercosul e febre amarela marcam debate de candidatos presidenciais paraguaios

27/02 - 01:32 - EFE

Assunção- O risco de uma epidemia de febre amarela e o Mercosul centraram nesta quarta-feira o primeiro debate televisivo entre os principais candidatos presidenciais do Paraguai para as eleições gerais de 20 de abril.

O programa, mediado pelo jornalista Humberto Rubín, foi centrado na questão da febre amarela, que já matou cinco pessoas no país este ano, o que levou o Governo do Paraguai a declarar estado de emergência nacional em meados de fevereiro.

Sobre o tema, a ex-ministra da Educação Blanca Ovelar, do Partido Colorado, no poder há 61 anos, admitiu que "teria acelerado a importação de vacinas" quando começaram os primeiros casos de febre amarela no Brasil.

O ex-bispo opositor Fernando Lugo, o favorito segundo as pesquisas de intenções de voto, responsabilizou o Governo pelo desabastecimento de vacinas.

"O Governo devia estar preparado, e não pedir auxílio", disse, em alusão à doação de vacinas de vários países da região para proteger a população paraguaia.

Lugo lidera a Aliança Patriótica para a Mudança (APC), liderada pelo Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), segunda força eleitoral do país, e integrada por vários partidos minoritários e por organizações sociais e de esquerda.

Por sua parte, o general reformado Lino Oviedo, líder da União Nacional dos Cidadãos Éticos (Unace), assegurou que "seria melhor prevenir do que remediar".

Para o empresário Pedro Fadul, do Partido Pátria Querida (MPQ), "não há vacinas instantâneas para uma desordem institucional". Ele assegurou que a Administração pública "não foi projetada" para fazer frente a esse tipo de situações.

Oviedo, por sua parte, assegurou o Mercosul "está só no papel", e insistiu nos problemas para o trânsito de produtos paraguaios através de Brasil e Argentina, enquanto Ovelar sustentou que o país precisa se afirmar.

Embora todos tenham concordado que o Paraguai não pode deixar o Mercosul, o ex-bispo Lugo assinalou que o processo de integração não pode ser só comercial, mas deve aprofundar seus componentes social e político, e por isso destacou a importância do Parlamento regional (Parlasur), e pediu a criação de uma moeda única para o bloco.

Os candidatos também expressaram seus planos de Governo sobre segurança, reforma do Estado e educação.

Leia mais sobre: eleições no Paraguai





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