25/02 - 17:24 - Reuters
LIMA (Reuters) - Um ex-membro de um esquadrão militar que agiu durante o governo de Alberto Fujimori negou na segunda-feira que o ex-presidente tenha ordenado assassinatos como parte da luta contra a guerrilha. Fujimori, presidente entre 1990 e 2000, está sendo julgado pelos casos de abuso de direitos humanos, como as chacinas de 'Barrios Altos' e 'La Cantuta', em que 25 suspeitos de ligação com o grupo maoísta Sendero Luminoso foram vítimas de execuções extrajudiciais realizadas por agentes do Estado.
'Nunca no Exército se disse ou ordenou e ainda menos tivemos alguma ordem de algum presidente para que houvesse aniquilamento de pessoas', disse o ex-militar Carlos Pichilingue ao tribunal.
O ex-militar, atualmente preso, negou a existência do esquadrão paramilitar Colina e afirmou que 'nunca existiu uma política de eliminação no Exército'.
A promotoria pede 30 anos de prisão a Fujimori por abusos aos direitos humanos, que o ex-presidente nega. Ele já foi condenado a seis anos por outro caso, relativo à eliminação de provas de corrupção.
Fujimori viveu exilado no Japão durante cinco anos. Ao tentar se transferir para o Chile, foi detido, passou dois anos sob prisão domiciliar e acabou sendo extraditado para Lima em 2007.
(Reportagem de María Luisa Palomino)
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