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HRW diz que plebiscito em Mianmá será uma farsa se repressão não acabar

12/02 - 03:04 - EFE

Bangcoc - A organização Human Rights Watch (HRW) assegurou hoje que o plebiscito para aprovar uma nova constituição em Mianmá (antiga Birmânia), convocado pela Junta Militar para maio, será uma farsa se a repressão não terminar.

O HRW indicou em comunicado que a votação deve acontecer em um ambiente de liberdade e respeito aos direitos básicos e não como algo vazio de conteúdo dentro da farsa de reforma política dos militares que governam o país.

Acrescentou que para que o processo tenha credibilidade é necessário que conte com uma grande participação pública, incluindo os partidos da oposição e os grupos étnicos minoritários, além de fornecer liberdade para que os meios de comunicação possam discutir a minuta.

O diretor para a Ásia da HRW, Brad Adams, assinalou que "a não ser que ocorra uma mudança fundamental na atitude das autoridades, um plebiscito nestas circunstâncias terá uma pouca credibilidade".

Desde que começou em 1993 a chamada Convenção Constitucional, dúzias de representantes da oposição foram detidos e em alguns casos torturados por questionar sua legitimidade.

Em 1995, o partido mais importante da oposição, a Liga Nacional pela Democracia (NLD), foi expulso do grupo que se encarregava da redação do texto.

Finalmente, a minuta para a futura Carta Magna, apresentada em setembro de 2007, reserva aos militares 25% das cadeiras e a chave dos ministérios.

Adams ressaltou que este é o momento no qual os governos pouco críticos de Índia e China devem aumentar a pressão sobre Mianmá para assegurar que este plebiscito será uma expressão genuína do desejo popular.

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