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França deve julgar militares do governo Pinochet à revelia

11/02 - 13:08, atualizada às 13:41 11/02 - Reuters

Paris - A França deve julgar 17 chilenos à revelia devido ao desaparecimento de quatro franceses ou franco-chilenos no Chile durante o governo do ditador Augusto Pinochet, afirmou o gabinete do procurador-geral do país europeu.

 

Os 17 réus, a maior parte dos quais oficiais das Forças Armadas, devem ir a julgamento devido a acusações de 'detenção arbitrária acompanhada ou seguida de tortura e atos bárbaros', no período de 1973 a 1975, disse o órgão.

Pinochet, que comandou o Chile de 1973 a 1990, foi acusado de participação no desaparecimento dos mesmos quatro franceses.

Mas morreu em dezembro de 2006, sem nunca ir a julgamento.

Entre os réus, cujo julgamento deve acontecer em uma corte de Paris a partir da segunda metade de maio, estão o general Manuel Contreras, ex-chefe da polícia secreta do Chile (Dina), e Paul Schaeffer, que liderou uma comunidade chamada Dignidad, usada, segundo a oposição chilena, pelas forças repressoras de Pinochet como centro de tortura.

Os quatro franceses desaparecidos são um ex-conselheiro do presidente esquerdista Salvador Allende, deposto por Pinochet no golpe de 1973, um padre e dois membros do Movimento Esquerdista Revolucionário (MIR).

(Reportagem de Thierry Leveque)

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