Brasília, 6 fev (EFE).- O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, se reunirá amanhã em Madri com o chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, com quem estudará formas de reforçar os investimentos entre ambos os países e a cooperação bilateral.
Os chanceleres terão um almoço de trabalho seguido de uma reunião na qual tratarão da consolidação das relações entre instituições de pesquisa de ambos os países.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores afirma que "o dinâmico relacionamento entre o Brasil e a Espanha intensifica-se progressivamente, nos campos político, econômico, social, cultural e científico-tecnológico".
"Neste último, há possibilidades de ampliação da cooperação em tecnologia da informação, agricultura, nanotecnologia, biomedicina, fármacos e biocombustíveis", afirma a nota.
Os ministros também abordarão outros temas tratados durante a visita à Espanha do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em setembro de 2007.
Na referida viagem, Lula encorajou os empresários espanhóis a aumentar seus investimentos no país aproveitando o bom momento de ambas as economias, e apresentou as oportunidades que o Brasil oferece graças ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Com mais de US$ 30 bilhões, a Espanha se transformou no segundo maior investidor no Brasil, que por sua vez constitui o segundo maior destino dos investimentos espanhóis no mundo.
"A participação espanhola tende eventualmente a ampliar-se à luz das oportunidades criadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Há também crescente interesse de empresas brasileiras pelo mercado espanhol e por investimentos na Espanha nos setores siderúrgico e têxtil, entre outros", afirma a Chancelaria.
Os dois ministros aproveitarão o encontro para aprofundar a cooperação trilateral com a Bolívia, a fim de melhorar as infra-estruturas de saneamento básico e água potável do país.
Após visitar Madri, Amorim iniciará uma viagem pelo Oriente Médio, na qual passará, na sexta-feira, pela Arábia Saudita; no domingo, pela Síria e na próxima terça-feira pela Jordânia. EFE mp/gs