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Ollanta Humala diz que seu irmão "se enganou totalmente" em ataque no Peru

26/01 - 22:08 - EFE

Lima, 26 jan (EFE) - O líder do partido Nacionalista Ollanta Humala disse hoje que seu irmão Antauro "se enganou totalmente" quando tomou de assalto uma delegacia peruana na localidade de Andahuaylas em 1º de janeiro de 2005, episódio que terminou com quatro policiais e dois civis mortos. O ex-candidato presidencial peruano negou, em entrevista à "CPN Radio", ter tido envolvimento no caso e reiterou que, então, condenou os "fatos de sangue" ocorridos nessa região andina. A Sétima Promotoria Superior Penal pediu que Humala fosse condenado a quinze anos de prisão e expatriado quando terminasse de cumprir a sentença. Ele é acusado de crime de rebelião em agravo do Estado, por causa de sua suposta participação no episódio envolvendo a delegacia em Andahuaylas.

Humala criticou o pedido da Promotoria, pois seu depoimento nunca foi recolhido e, em vez disso, passou de testemunha a acusado.

O líder opositor indicou que o Governo do presidente peruano, Alan García, estaria por trás deste pedido judicial, o que foi negado pelo chefe do gabinete, Jorge del Castillo.

Antauro Humala liderou a tomada da delegacia com dezenas de simpatizantes com o "Etnocacerismo", doutrina defendida pelos Humala que destaca a xenofobia e o ultranacionalismo, em protesto contra o então Governo de Alejandro Toledo (2001-2006).

Ele e seus seguidores foram detidos após o incidente e permanecem presos na penitenciária de Piedras Gordas sem terem sido condenados até o momento.EFE mmr/db



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