Bogotá, 24 jan (EFE).- O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse hoje que seu Governo não tem informações de que o chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), conhecido como "Manuel Marulanda" ou "Tirofijo", sofra de um câncer terminal e de que exista luta interna na guerrilha por sua sucessão.
O ministro se referia a uma notícia publicada no jornal "Correio Braziliense" e que citava um suposto documento do serviço secreto colombiano enviado à Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
"Isso não é correto. Nós não temos essa informação", disse Juan Manuel Santos após ser questionado sobre a notícia.
"Manuel Marulanda" ou "Tirofijo", cujo nome verdadeiro é Pedro Antonio Marín, tem 77 anos e foi um dos fundadores das Farc, em 1964.
A possibilidade de que o líder tenha câncer é comentada há mais de dez anos, e as informações sobre sua suposta morte deram origem ao livro "Las Muertes de Tirofijo" ("As Mortes de Tirofijo"), do escritor Arturo Alape, que revela múltiplas ocasiões nas quais militares asseguraram ter matado o guerrilheiro.
O general Óscar Naranjo, diretor da Polícia colombiana, expressou que as mortes "devem ser constatadas com documentos".
Nesta quarta-feira o ministro da Defesa já tinha declarado que o Governo conhece o paradeiro de "Marulanda", mas que "é melhor não revelá-lo".
"Quando o agarrarmos ('Marulanda'), o faremos de surpresa", completou Santos.
As Farc, com cerca de 17 mil integrantes, são o maior grupo guerrilheiro e o mais antigo da Colômbia. EFE gta/fr