Nações Unidas, 11 jan (EFE).- O Conselho de Segurança (CS) da ONU advertiu hoje que está disposto a "tomar ações" contra os que impedirem o progresso do processo de paz em Darfur, a distribuição de ajuda humanitária ou o desdobramento da missão de paz das Nações Unidas e da União Africana na região sudanesa (Unamid).
Em declaração adotada hoje por unanimidade, os 15 membros do principal órgão da ONU também condenaram o recente ataque das tropas sudanesas contra um comboio de capacetes azuis (soldados da ONU), que Cartum assegura que foi resultado de uma confusão.
"O Conselho de Segurança enfatiza que qualquer ataque ou ameaça contra oficiais da Unamid é inaceitável, e exige que não volte a ocorrer", diz a declaração lida pelo presidente rotativo do CS, o embaixador líbio Giadalla Ettalhi.
A agressão em questão ocorreu no último dia 7 contra um comboio de 20 veículos e que, segundo a ONU, estava claramente identificado.
O Governo do Sudão em um primeiro momento culpou pelo incidente forças rebeldes, mas na quinta-feira admitiu que soldados de seu Exército abriram fogo contra o que pensavam ser uma força rebelde.
Nesse sentido, a declaração do CS afirma que o órgão recebe com satisfação o "compromisso do Governo sudanês de promover uma completa e exaustiva investigação do incidente junto com a União Africana e as Nações Unidas".
Ao mesmo tempo, o principal órgão da ONU exige de Cartum que acelere o cumprimento à resolução 1.769, que autorizou em julho a criação da Unamid, e que conclua todos os preparativos necessários para assegurar o desdobramento "eficaz" de seus 26 mil integrantes.
O Conselho de Segurança também pede a todas as partes envolvidas no conflito, e segundo a declaração aprovada hoje, que respeitem um cessar-fogo e, particularmente no caso de alguns grupos rebeldes, que participem do processo de paz mediado pela ONU e a União Africana.
O embaixador sudanês na ONU, Abdalmahmoud Abdalhaleem, considerou após a reunião do CS que a declaração não representava uma condenação a seu Governo.
A adoção da declaração foi precedida de intensas negociações que levaram à redação de até seis minutas, diante da oposição de países próximos ao Sudão, como Líbia ou China, a um texto rígido demais com Cartum. EFE jju fr