Bangcoc, 10 jan (EFE).- A Junta Militar de Mianmar condenou 13 ativistas que participaram das manifestações a favor da democracia em setembro, que receberam penas de três a oito anos de prisão, informou hoje a rádio "Mizzima".
Entre os condenados estão seis monges budistas, três militantes do partido de oposição Liga Nacional pela Democracia (LND) e um estudante universitário, segundo a mesma fonte.
Um tribunal nomeado pelo regime considerou os réus culpados de alterar a ordem pública, amedrontar a população, incitar à rebelião e destruir propriedade pública.
Alguns dos presos, entre eles a maioria dos religiosos, continuam sendo interrogados em centros de detenção e até num asilo para doentes mentais em Yangun, a maior cidade do país, disse um porta-voz da LND à "Mizzima".
A Junta Militar admite 15 mortos e 3 mil detidos durante a repressão dos protestos. Mas a ONU calcula que houve pelo menos 31 mortes e a dissidência calcula que pelo menos 200 pessoas morreram e mais de 6 mil foram detidas. EFE tai mf