Varsóvia, 7 jan (EFE).- A cada vez mais evidente indisposição do primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, a que o país abrigue parte do escudo antimísseis americano será o tema da visita do premier a Praga e do encontro, na quinta-feira, entre os chefes das diplomacias russa e polonesa em Varsóvia.
Ao contrário de seu antecessor, Jaroslaw Kaczynski, o Governo de Tusk é cético quanto à idéia de Washington em instalar na Polônia parte do escudo antimísseis, posição que se soma ao recente anúncio de retirada das tropas polonesas do Iraque e desequilibra as relações com os Estados Unidos.
A frieza com a qual Tusk se referiu em várias ocasiões ao plano do escudo antimísseis foi confirmada nas últimas declarações do ministro de Assuntos Exteriores, Radoslaw Sikorski, que afirmou hoje na "Radio Polska" que não vê razão para que o sistema balístico seja instalado em território polonês.
"Não vejo uma ameaça no Irã que justifique os planos americanos na Polônia, e, se abrigarmos o escudo, será pagando um preço político muito alto", afirmou Sikorski, que mostrou confiança em uma eventual mudança de planos com a sucessão presidencial na Casa Branca.
As declarações de Sikorski foram feitas três dias antes de seu encontro com o vice-ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Kisliak, que irá a Varsóvia na quinta-feira para conversar sobre o futuro do escudo.
Moscou se opõe ao programa americano, que causou uma crise diplomática com Varsóvia quando os gêmeos Kaczynski estavam no poder.
O primeiro-ministro polonês também irá a Praga para conversar com o premier tcheco, Mirek Topolanek, sobre o destino do escudo nos dois países.
Os Estados Unidos prevêem a instalação de dez plataformas de mísseis interceptores na Polônia e do radar operacional na República Tcheca. EFE nt wr/dgr