Washington, 3 jan (EFE).- O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Stephen Hadley, reconheceu hoje que existe uma estagnação no processo de desenvolvimento da democracia no Oriente Médio, às vésperas da viagem do presidente George W.
Bush à região.
Bush fez da promoção da democracia no Oriente Médio um dos temas principais de seu mandato.
Hadley citou em entrevista coletiva alguns avanços, em termos de eleições e direitos da mulher, registrados em 2005 e no início de 2006, mas afirmou que o "ritmo dos progressos não prosseguiu da forma como esperávamos".
O assessor atribuiu isso não a um problema com a estratégia americana, e sim aos efeitos da vitória do grupo militante Hamas nas eleições palestinas de 2006.
Hadley explicou que com sua visita a Israel e Cisjordânia, Bush pretende dar novo impulso às negociações de paz, relançadas na conferência da cidade americana de Annapolis em novembro último.
Bush chegará a Tel Aviv em 9 de janeiro e se reunirá nesse mesmo dia e no seguinte com o presidente israelense, Ehud Olmert, e em Ramala com seu homólogo palestino, Mahmoud Abbas.
No entanto, não está previsto um encontro conjunto, "por enquanto", segundo Hadley, que disse que nos encontros Bush abordará a suspensão da construção nos assentamentos israelenses, como estabelece o "Mapa do Caminho", o plano internacional traçado para que as partes envolvidas avancem rumo a um acordo de paz.
Será a primeira vez em sua Presidência que Bush visitará Israel, onde esteve quando era governador do Texas. Em comparação, seu antecessor, Bill Clinton, pisou quatro vezes no país ao longo de seus dois mandatos (1993-2001).
Durante a segunda parte de sua viagem, Bush visitará países do Golfo Pérsico (Kuwait, Barein, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita) e Egito.
A essas nações o presidente americano pedirá que apóiem diplomática e financeiramente o Governo de Abbas, assim como o Governo iraquiano e o liderado por Fouad Siniora no Líbano, segundo Hadley.
O Irã também será um tema de destaque na viagem. "Há muita preocupação na região sobre o Irã, nem toda ela expressada de forma pública", completou o assessor.
Bush abordará o "desafio" que representa para as nações vizinhas a política do Governo persa, a quem os EUA acusam de querer fabricar armas nucleares.
O líder americano estará no Kuwait em 11 de janeiro e no dia seguinte visitará a base militar americana de Camp Arifjan, no mesmo país e onde Bush se reunirá com o embaixador dos EUA em Bagdá, Ryan Crocker, e o chefe de suas forças no Iraque, o general David Petraeus. EFE cma fr