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O violento passado do Quênia desde sua independência em 1963

02/01 - 11:45 - AFP

O Quênia tem um tumultuado passado de instabilidade política e conflitos étnicos desde sua independência há 44 anos.

- 12 de dezembro de 1963: Quênia se torna independente da Grã-Bretanha, depois da sangrenta rebelião nacionalista dos Mau-Mau.

- Novembro de 1978: as autoridades revelam um complô para assassinar vários dirigentes, entre eles o presidente do país, Daniel Arap Moi, e o então vice-presidente Mwai Kibaki. O caso foi arquivado um ano depois.

- 1º de agosto de 1982: soldados e suboficiais da aviação tomam a rádio nacional e anunciam a derrubada do governo. As tropas leais a Moi arrasam a rebelião. O saldo oficial é de 159 mortos, mas fontes diplomáticas falam em mais de 500.

- Fevereiro de 1984: as forças de segurança intervêm no nordeste do país, depois de enfrentamentos entre os membros da etnia somali: 57 mortos oficiais e 300 segundo fontes locais.

- Setembro de 1988: as autoridades denunciam uma conspiração com o apoio da Líbia para derrubar o regime de Moi.

- Fevereiro-julho de 1990: onda de protestos com enfrentamentos, manifestações violentas e inúmeras prisões em favor do multipartidarismo, que se restabeleceu no final de 1991.

- 29 de dezembro de 1992: Moi é eleito presidente no primeiro turno de eleições marcadas pela divisão da oposição e precedidas por violências de caráter étnico, que deixaram centenas de mortos na região do vale do Rift.

- Agosto-outubro de 1997: uma centena de mortos em distúrbios de caráter político-étnico em Mombasa, a segunda cidade do país e o principal porto de toda a África Oriental.

- Janeiro-fevereiro de 1998: 127 mortos em novas violências étnicas no vale do Rift.

- 7 de agosto de 1998: a explosão de uma bomba na embaixada americana em Nairóbi deixa 213 mortos e 5.000 feridos.

- 28 de novembro de 2002: 18 mortos em um atentado antiisraelense perto de Mombasa (sul).

- 3 e 7 de julho de 2004: primeiras manifestações contra o presidente Mwai Kibaki, no poder desde o fim de 2002.

- 25 de janeiro de 2005: Kibaki promete acabar com os confrontos entre clãs pelo acesso à terra e à agua que deixaram pelo menos 47 mortos em um mês.

- 12 e 14 de julho: pelo menos 82 mortos nos atos de violências entre etnias rivais em Borana e Gabra (nordeste).

- 4 de junho de 2007: a polícia executa uma ampla operação de repressão contra a seita proibida Mungiki, acusada de uma série de assassinatos.

- 17 de dezembro: a comissão nacional dos direitos humanos anuncia a morte de 70 pessoas desde julho em uma onda de violência pré-eleitoral.

- 27 de dezembro: data das eleições gerais. Após o anúncio da reeleição de Kibaki, que a oposição contesta, mais de 300 pessoas morrem em seis dias em uma nova onda de violência.

acm/fp/cn




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