08/11 - 09:52 - Redação com agências internacionais
O Paquistão vive uma crise política desde o começo do ano. O presidente Pervez Musharraf tem enfrentado resistência principalmente de setores da Justiça. Em março,ele tentou remover o juiz Chaudhry da Corte Suprema, sob alegações de irregularidades.
O governo secular e militar de Musharraf também enfrenta oposição de setores religiosos radicais do país. Em julho, clérigos da Mesquita Vermelha de Islamabad iniciaram uma série de protestos. Eles exigiam a adoção da lei islâmica no país, a sharia, e se encastelaram no templo. O presidente ordenou que o exército invadisse o local. O combate deixou 286 mortos.
Em 10 de setembro, o ex-premiê e adversário político de Musharraf,Nawaz Sharif tentou voltar ao país e foi deportado para a Arábia Saudita logo que seu avião pousou em Islamabad.
Outra rival de Musharraf, a ex-premiê Benazir Bhutto, por outro lado, costurou um acordo com o presidente e voltou ao país. No mesmo dia de seu retorno, um atentado matou 133 pessoas.
O grupo terrorista islâmico Al-Qaeda declarou "guerra santa " contra Musharraf há dois meses. O governo paquistanês suspeita que recentes atentados contra suas forças de segurança, bem como o ataque contra a comitiva de Bhutto, é obra dos radicais liderados por Osama Bin Laden.
O grupo radical islâmico Taleban controla algumas regiões no noroeste do país, próximo à fronteira com o Afeganistão. Musharraf é alvo de críticas por ser um dos principais aliados do presidente dos EUA, George W. Bush, no mundo islâmico na chamada "guerra ao terrorismo".
O atual presidente tomou o poder em um golpe de estado em 1999. O Paquistão tem um papel importante na geopolítica do sul da Ásia por possuir armas nucleares e por travar um conflito diplomático com a Índia de quase 50 anos pela posse da província da Caxemira.
Com informações da Reuters, EFE, France Press e BBC
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