iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Atirador pode ter avisado sobre ataque em escola finlandesa em vídeo no YouTube

07/11 - 17:54, atualizada às 20:10 11/12 - Redação com agências internacionais

SÃO PAULO - Um vídeo prevendo o massacre que ocorreu, nesta quarta-feira, em uma escola da Finlândia, onde Pekka Eric Auvinen, 18 anos, acusado de matar oito pessoas, deixar outras 12 feridas e cometer suicídio depois, foi colocado no site YouTube horas antes do ataque, com o nome 'Massacre do Colégio Jokela - 7/11/2007', por um usuário chamado "Sturmgeist89". A polícia ainda está investigando a ligação.

O usuário se identificou como Auvinen e disse que escolheu esse apelido porque significa espírito da tempestade em alemão.

A filmagem mostra uma foto de uma escola que parece ser o Colégio Jokela, onde o ataque ocorreu. Depois a foto se fragmenta para revelar uma fotografia em vermelho de um homem apontando uma arma para a câmera.

De acordo com a “CNN”, Auvinen publicou um manifesto on line declarando guerra contra as “massas de mentes fracas”. O site YouTube retirou 89 vídeos colocados por ele e alguns tinham imagens do massacre na escola Columbine, nos EUA, em 1999. Outro vídeo chamado “Só Testando Minha Arma” mostra Auvinen atirando em frutas e sorrindo para a câmera.

A mídia local “Finnish” ainda relatou que havia sido colocada uma mensagem no site, há duas semanas, avisando sobre um banho de sangue na escola.

No perfil do autor deixado no YouTube, o jovem se define como um "existencialista cínico, um humanista anti-humano, um darwinista social anti-social, um idealista realista e um ateu endeusado".

O jovem tinha uma conta anterior no YouTube com o apelido de "Natural Selector89" ("Seletor natural" e seu ano de nascimento), mas o site a suspendeu devido ao seu conteúdo.

"Estou preparado para lutar e morrer pela minha causa. Eu, como um seletor natural, eliminarei todos aqueles que considerar deficientes, vergonhas da raça humana e fracassos da seleção natural", estava escrito em seu perfil. Havia também muitas imagens nazistas em sua conta no site.

No entanto, conseguiu abrir uma nova conta com o apelido "Sturmgeist89" e postou vários outros vídeos, entre eles aquele no qual anunciava o massacre em seu colégio na véspera de realizá-lo.

AFP
Imagens colocadas por "Sturmgeist89" em vídeo no YouTube
O crime aconteceu nesta quarta-feira no colégio Jokela, em Tuusula, a 50 km ao norte de Helsinque, capital da Finlândia. Segundo oficiais, cerca de 400 alunos, entre 12 e 18 anos, estudam lá.

De acordo com a polícia, Auvinen matou duas meninas, cinco meninos e a diretora do colégio, além 12 ficarem feridos. Depois, ele se deu um tiro na cabeça, sobreviveu e foi levado para o hospital em estado grave, morrendo apenas horas mais tarde. A arma do massacre é uma pistola calibre .22.

Quando os policiais chegaram ao colégio, o assassino atirou contra eles uma vez, sem ferir ninguém, e pouco depois tentou o suicídio.

"A situação era caótica. Os estudantes tentavam escapar pelas janelas e fugiam correndo do edifício", disse um porta-voz policial.

Vários estudantes sofreram ferimentos leves ao pularem do segundo andar do edifício ou ao se cortarem com os vidros das janelas.

Um professor no local disse que o atirador era aluno do colégio. 'Parecia irreal, um aluno que eu mesmo dei aula correu na minha direção, gritando, com uma pistola na mão', contou Kim Kiuru.

"Eu fiquei no corredor para ouvir mais instruções. Depois vi o atirador com o que parecia ser uma arma de baixo calibre. Consegui fugir e meus alunos também".

"Ele vinha de uma família comum", disse o chefe de polícia, Matti Tohkanen, sobre o suspeito, que obteve porte de arma em 19 de outubro e não tinha ficha criminal.

Este é o primeiro incidente deste tipo na Finlândia. Outros episódios de violências em escolas locais envolviam apenas armas brancas e não havia registro de mortes até então. O premiê finlandês, Matti Vanhanen, descreveu a situação como extremamente trágica e anunciou uma reunião de emergência. Ele também declarou que quinta-feira será dia oficial de luto e que todas as bandeiras terão que estar a meio-mastro.  

(*Com informações das agências Efe, AP, AFP e Reuters)

Veja também:

 

Leia mais sobre: massacre na Finlândia





US Multimídia


Publicidade


Enquete