06/11 - 10:36, atualizada às 10:41 07/11 - Redação com agências internacionais
SÃO PAULO - Um ataque com duas bombas matou 41 pessoas, entre elas seis parlamentares, em Banghlan, a 150 km de Cabul, no norte do Afeganistão. Os deputados visitavam uma fábrica de açúcar. A polícia suspeita de um atentado suicida.
Segundo o deputado Faizullah Zaki, os políticos estavam prestes a fazer uma visita na fábrica, que fica na província de Banghlan quando a explosão aconteceu. O deputado Shukria Barakzai disse que 18 dos 249 representantes da Câmara Baixa afegã viajaram para a cidade.
Entre os deputados mortos, está o líder da oposição, ex-ministro do comércio do país e membro da Aliança do Norte, Sayed Mustafa Kazimi.

As duas bombas explodiram do lado de fora da fábrica enquanto os deputados entravam no local. Crianças, líderes tribais e representantes do governo foram atingidos.
O policial Kamin Khan disse que há mortos e feridos "por todos os lados", incluindo policiais, crianças, parlamentares e funcionários do departamento de Agricultura do Afeganistão.
Taleban nega ataque
O porta-voz dos rebeldes, Yousif Ahmadi, negou a participação dos rebeldes no ataque e condenou o atentado.
Neste ano, o grupo extremista Taleban matou mais de 200 pessoas em 130 ataques suicidas, em uma campanha de violência que tem como objetivo convencer os afegãos de que seu governo e os apoiadores do Ocidente são incapazes de garantir segurança.
A região norte do país é conhecida por tensões entre a etnia tadjique, que controla a província, e militantes do grupo Hezb-i-Islami, cujo líder Gulbuddin Hekmatyar, da etnia pushtu, é aliado de Osama bin Laden e do grupo terrorista Al-Qaeda.
Com informações da Reuters, AFP e da AP
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