05/11 - 14:35 - Redação com AFP
Os laços de amizade dos Estados Unidos com o Paquistão estariam ameaçados a menos de que o governante Pervez Musharraf reverta sua declaração de 'estado de exceção' no país, anunciou há pouco uma nota do departamento de Estado americano.
O porta-voz do departamento, Tom Casey, considera "difícil que nossas relações possam permanecer as mesmas" se o curso dos acontecimentos não se inverter, afirmou ele à imprensa.
A Casa Branca criticou vivamente o presidente Pervez Musharraf por ter instaurado o estado de exceção em seu país, exortando-o a realizar eleições em janeiro e a deixar seu cargo no comando do exército.
"Não podemos apoiar um governo que não esteja seguindo o rumo da democracia", acrescentou a nota, conclamando eleições legislativas "livres e justas" em janeiro e exortando o presidente Musharraf "a deixar seu uniforme".
Domingo, a secretária de Estado Condoleezza Rice havia advertido que os Estados Unidos iriam "reexaminar" sua ajuda ao Paquistão precisando que a maior parte desta ajuda, consagrada à luta antiterrorista, não seria tocada.
Estado de exceção
Musharraf recebeu, nesta segunda-feira, representantes do corpo diplomático estrangeiro em sua residência oficial para explicar os motivos da declaração da nova ordem que, segundo ele, ajudará o país a superar os desafios devido a "certas decisões da judicatura superior", informou a agência estatal "APP".
Segundo esta fonte, o general afirmou que as intervenções da magistratura tinham criado um estado de disfunção em pilares vitais do Estado, e esta situação não era aceitável.
Musharraf disse que continua comprometido com uma transição completa para a democracia e reiterou que as eleições devem acontecer, e que em breve haverá decisões a respeito em vista da "nova situação legal".
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