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Oito mortos e 2 feridos em queda de avião em bairro residencial de São Paulo

04/11 - 19:54 - EFE

São Paulo, 4 nov (EFE).- Oito pessoas morreram e outras duas ficaram feridas hoje quando um pequeno avião executivo de uma empresa de táxi aéreo se chocou contra três casas em um bairro residencial de São Paulo, informou a Secretaria Regional de Segurança Pública.

Segundo um comunicado divulgado pela secretaria no final dos trabalhos de busca, os bombeiros retiraram oito corpos do local do acidente, entre eles os de quatro homens, duas mulheres, um bebê com cerca de nove meses e um corpo ainda não identificado.

Os socorristas também recuperaram com vida e conduziram para os hospitais Mandaqui e São Camilo uma mulher de 30 anos, que sofreu queimaduras em 30% do corpo, e uma adolescente de 11 anos, também com queimaduras.

O pequeno avião tinha decolado poucos minutos antes do Aeroporto Campo de Marte, que atende aviões executivos, e caiu em cima de um grupo de casas do bairro Casa Verde, na zona norte de São Paulo e a cerca de meio quilômetro da pista de aterrissagem.

Segundo a Infraero, o acidente com o avião da empresa Reali Táxi Aéreo, que se dirigia para o Rio de Janeiro, ocorreu por volta de 14h10 (horário de Brasília).

"A aeronave caiu contra três residências da rua Bernardino de Sena e destruiu totalmente uma delas", segundo o comunicado da secretaria.

A segunda casa teve danos em mais de 50% de sua construção e a terceira em apenas 10%.

No aparelho, um Learjet modelo 35 matrícula PT-OVC com capacidade para oito passageiros, viajavam apenas o piloto e o co-piloto, que morreram no acidente.

As outras vítimas eram membros da família que vivia na residência destruída e na qual aparentemente estavam oito de seus 12 membros.

Segundo algumas testemunhas, o pequeno avião caiu praticamente de bico sobre as casas e depois do choque aconteceu uma forte explosão, seguida de um incêndio.

As testemunhas afirmaram que o piloto conseguiu fazer uma manobra para evitar que o avião batesse em um prédio de vários andares.

Apesar de até agora não haver nenhuma informação sobre as causas do acidente, a Infraero confirmou que, embora chovesse no momento do acidente, não havia nenhuma restrição para vôos.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que em outubro recebeu a documentação que comprovava que a manutenção da aeronave estava em dia e que o aparelho não tinha nenhum problema mecânico.

Segundo porta-vozes da Infraero, apesar das naves que decolam do Campo de Marte terem instruções para fazer uma primeira volta à esquerda, o aparelho acidentado o fez para a direita, aparentemente porque já enfrentava algum problema.

Cerca de 70 membros do corpo de bombeiros e da Defesa Civil trabalharam nos trabalhos de resgate e já conseguiram retirar de entre os escombros o sistema que grava as conversas entre os pilotos e as comunicações com a torre de controle.

Na segunda-feira passada, com condições iguais de mau tempo, três helicópteros se acidentaram no estado de São Paulo em um intervalo de tempo de apenas duas horas, deixando três mortos.

Cinco dias antes, um avião da Força Aérea Brasileira caiu por causa de problemas mecânicos em Pirassununga, a 213 quilômetros ao norte de São Paulo, em um acidente sem vítimas.

Em julho, na maior tragédia aérea da história do Brasil, pelo menos 199 pessoas morreram quando um avião da companhia aérea TAM se chocou contra um hangar vizinho ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo. EFE cm ma




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