01/11 - 14:00, atualizada às 14:27 01/11 - Redação com AFP
Um total de 887 pessoas morreram em outubro no Iraque vítimas da violência, segundo dados das autoridades de Bagdá obtidos nesta quinta-feira da AFP.
O número de mortos em outubro aumentou em relação ao mês passado, quando 840 pessoas faleceram no Iraque. Este número representa menos da metade das mortes registradas no mês de agosto, quando 1.770 pessoas morreram.
Segundo os dados dos ministérios iraquianos do Interior, da Defesa e da Saúde, 554 iraquianos morreram em ataques e atentados em outubro, e 333 corpos foram encontrados durante o mês.
Destes 554 mortos, 425 eram civis, 116 policiais e 13 militares. Da mesma forma, 144 civis, 180 policiais e 39 militares foram feridos durante o mês de outubro, segundo as mesmas fontes.
Queda na violência
Apesar do aumento em relação ao mês passado, o número de mortos registrados em outubro é um dos mais baixos desde o atentado de fevereiro de 2006 contra um mausoléu xiita da cidade sunita de Samarra, no norte do Iraque.
A violência chegou a seu apogeu em janeiro de 2007, com 1.992 mortos.
Americanos e iraquianos afirmam que a diminuição da violência nos últimos meses no Iraque comprova o êxito das ofensivas lançadas contra os rebeldes e as milícias em Bagdá e em outras cidades do país desde fevereiro.
Também diminuiu entre setembro e outubro o número de militares americanos mortos no Iraque, que passou de 71 a 40.
Invasão do Iraque
Os EUA invadiram o Iraque em 20 de março de 2003 com a justificativa de que o regime então controlado por Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa. A ação não teve apoio do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), mas o governo de George W. Bush conseguiu aliados importantes na Europa como o então premiê britânico, Tony Blair, e os primeiros-ministros da Itália, Silvio Berlusconi, e da Espanha, José Maria Aznar. A chamada 2ª guerra do Golfo durou até o dia 1º de maio daquele ano e desde então tropas lideradas pelos EUA ocupam o país.
O presidente iraquiano, Saddam Hussein, foi deposto e fugiu. Tropas dos EUA o encontraram em 2004. Seu julgamento foi marcado pelo assassinato de três advogados de defesa, a troca do juiz-chefe e sucessivos adiamentos e interrupções. Ele foi condenado a forca por crimes contra a humanidade por um júri iraquiano. Saddam foi executado em 30 de dezembro de 2006.
Desde o começo da ocupação, o Iraque entrou em um processo de convulsão social. As diferentes etnias iraquianas - curdos, xiitas e sunitas - lutam entre si e contra os invasores. O governo do premiê Nuri Al-Maliki tenta contemplar essas lideranças em uma coalizão. Até hoje, cerca de 80 mil iraquianos morreram na invasão. As tropas dos EUA perderam mais de 3 mil homens desde o começo da ação. Atualmente 160 mil soldados norte-americanos estão no país e 30 mil devem voltar para casa até 2008.
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