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Milhares de estudantes voltam a se manifestar na Venezuela

01/11 - 16:21, atualizada às 19:27 01/11 - Redação com agências

Milhares de estudantes voltaram às ruas nesta quinta-feira em Caracas para protestar contra a reforma da Constituição promovida pelo presidente Hugo Chávez. Eles entraram em confronto com a polícia na frente da sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), em Caracas, e foram dispersados com jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo.


Os jovens percorreram um trajeto de 3,5 km para entregar um documento com suas petições ao CNE, levando cartazes com a identificação das universidades onde estudam. A multidão, que ocupava mais de 15 quadras da Avenida Universidad, no centro da cidade, demorou 35 minutos para passar, com as palavras de ordem: "não vamos deixar tirar nosso direito de protestar!".

Os estudantes levavam fotos ampliadas de alguns deputados e dirigentes do Conselho Nacional Eleitoral, assinalados como "traidores". Também havia manifestantes com camisetas vermelhas dizendo: "Chávez sim, reforma não".

A passeata, à qual também se uniram professores e jovens militantes de partidos da oposição, chegou a poucos metros da sede do CNE, no centro de Caracas, onde um grupo de estudantes será recebido por seus dirigentes.

Os universitários solicitaram ao CNE que adie em pelo menos dois meses o referendo sobre a reforma constitucional de Chávez que está programado para dezembro. Também pedem o voto secreto e que a reforma, que inclui 69 aos 350 artigos da Constituição, seja votada por temas, informou à AFP o líder estudantil Yon Goicochea.

Semana passada, os estudantes universitários realizaram outra manifestação até a sede da Assembléia Nacional.

A reforma da Constituição bolivariana de 1999 contempla, entre outros temas, a reeleição presidencial indefinida e o aumento das atribuições do Executivo, assim como o estabelecimento de uma economia socialista e uma nova divisão político-territorial. Também estabelece a redução da jornada de trabalho de 8 para 6 horas diárias - mudança que, segundo as pesquisas, é popular entre os trabalhadores.

Chávez lançará amanhã sua campanha pelo "sim" ao referendo.

(*Com informações da AFP e da Agência Estado)

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