29/10 - 12:47 - EFE

LONDRES - Uma pessoa que viu um automóvel Fiat Uno branco sair do túnel abaixo da Ponte d'Alma, em Paris, na noite que a princesa Diana morreu, em 31 de agosto de 1997, achou que o motorista estava bêbado, informaram fontes judiciais.
George Dauzonne, que deu essas informações, depôs nesta segunda-feira na investigação judicial sobre a morte de Diana de Gales, que acontece no Tribunal Superior de Londres.
Segundo Dauzonne, o motorista do Fiat virou bruscamente enquanto ajeitava o espelho retrovisor, e parecia incomodado com algo.
A testemunha disse que, naquele momento, dirigia seu Rolls-Royce através de uma ponte do lado sul do rio Sena, para entrar na pista rápida da estrada perto do túnel da Ponte d'Alma.
"Achei que estava bêbado. Minha primeira impressão foi que era sábado à noite, às 12h30 da noite em Paris. Achei que alguém bêbado estava dirigindo esse veículo, depois me deu conta de que estava fazendo algo com o espelho", acrescentou Dauzonne.
Disse ter certeza de que era um Fiat Uno, porque era parecido com o de sua sogra, mas que não tinha registro de Paris.
O júri da investigação judicial sobre a morte de lady Di e do namorado desta, Dodi al-Fayed, deve estabelecer se a princesa morreu em um acidente.
Até agora, a investigação francesa e outra realizada pela Scotland Yard determinaram que Diana de Gales morreu em um acidente e que o motorista do Mercedes onde a princesa estava, Henri Paul, dirigia alcoolizado.
A presença de um Fiat Uno branco no local da tragédia é um dos grandes mistérios do caso.
Mohamed al-Fayed, pai de Dodi al-Fayed, acredita que seu filho e Diana foram vítimas de um complô dos serviços secretos britânicos para impedir que os dois se casassem.
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