22/10 - 14:41 - Reuters

BAGDÁ - A violência no Iraque caiu 70% desde o fim de junho, quando as forças norte-americanas concluíram a mobilização do reforço de 30 mil soldados no país, informou o Ministério do Interior na segunda-feira.
No mesmo dia em que o ministério divulgou os novos números, explosões de bombas em Bagdá e em Mosul, no norte do país, mataram cinco pessoas, e confrontos com a polícia deixaram seis militantes mortos na cidade sagrada xiita de Kerbala, a sudoeste da capital.
Washington começou a mandar os reforços para o Iraque em fevereiro, para tentar dar aos líderes políticos do país tempo para obter a conciliação nacional entre os vários grupos que compõem o país. A violência entre a maioria xiita e a minoria árabe sunita matou dezenas de milhares de pessoas e obrigou milhões a sair de suas casas.
Os líderes políticos não chegaram à conciliação, mas o reforço nas tropas conseguiu sufocar a violência.
O plano determinou que os soldados norte-americanos deixassem suas bases e montassem postos avançados de combate nas zonas urbanas. Também incluiu uma série de ofensivas contra a Al Qaeda, grupo sunita islamita, contra outros militantes sunitas e contra milícias xiitas no entorno de Bagdá.
O general de divisão Abdul-Karim Khalaf, porta-voz do Ministério do Interior, disse aos repórteres que a redução na violência em todo o país atingiu 70 por cento entre julho e setembro, em relação ao trimestre anterior.
Em Bagdá, considerada o epicentro da violência por causa da mistura entre xiitas e árabes sunitas, as explosões de carros-bomba caíram 67 por cento, e de bombas de beira de estrada, 40 por cento, disse ele. Também houve queda de 28 por cento no número de corpos desovados nas ruas da capital.
Em Anbar, um antigo reduto de insurgentes onde tribos árabes sunitas aliaram-se às forças dos EUA para combater a Al Qaeda, houve queda de 82 por cento no número de mortes violentas, disse o porta-voz.
'Esses números mostram uma melhora gradativa no controle da situação da segurança', afirmou Khalaf.
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