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China: Xi Jinping e Li Keqiang, a geração da Revolução Cultural

22/10 - 09:08 - AFP

Os dois maiores nomes da nova direção suprema chinesa, Xi Jinping, de 54 anos, e Li Keqiang, de 52 anos, apresentados como prováveis sucessores de Hu Jintao em 2012, pertencem à geração da Revolução Cultural.

Xi tinha apenas 13 anos, e Li 11, quando começou a Revolução Cultural, que permitiu a Mao derrotar seus rivais, instaurando uma década de caos e terror.

Quando eram jovens adolescentes foram enviados para os campos por Mao Tse-Tung junto com outros milhões de jovens chineses da cidade a partir de 1968, oficialmente para se juntarem ao povo, mas principalmente para que uma juventude turbulenta demais fosse subjugada.

Xi foi levado para a região de Shaanxi (noroeste) e Li, para a de Anhui (centro), duas províncias pobres.

No entanto, ao contrário de outros "jovens instruídos" que demoraram muito a voltar para a cidade, Xi Jinping, filho de um herói revolucionário vítima de perseguição política em 1962, e Li Keqiang, puderam retornar rapidamente.

Na opinião de Michel Bonnin, historiador, sinólogo e especialista no movimento de "jovens instruídos", esta geração "se viu profundamente marcada por uma experiência muito particular".

Apesar de terem sido moldados pelo partido, Xi Jinping e Li Keqiang, podem apresentar "um estilo de governo sensivelmente diferente quando tiverem caminho aberto, ou seja, normalmente a partir de 2012", considera o sinólogo.

"As pessoas que conheceram a liberdade (apesar de manipulada) da Revolução Cultural, e depois a vida no campo, as profundas dúvidas sobre o sistema e, inclusive para alguns, a prisão (como o ministro do Comércio, Bo Xilai) não se sentirão bem em se fechar na monotonia ideológica e na ortodoxia política nas quais Hu Jintao se sente tão à vontade", afirmou.

frb/dm





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