18/10 - 18:04, atualizada às 14:55 23/10 - Redação com agências internacionais
Pelo menos 126 pessoas morreram e 248 ficaram feridas, nesta quinta-feira, no sul do Paquistão, em um dos piores ataques na história do país, contra o comboio da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, que escapou ilesa. Benazir retornou, nesta quinta-feira, ao Paquistão depois de oito anos de exílio. Para a polícia local, indícios levam a crer que o atentado foi "meticulosamente planejado".
Segundo informações da polícia, duas explosões, uma menor e outra muito forte, aconteceram a apenas metros do carro onde estava Benazir quando seu comboio passava por Karachi, no sul do Paquistão. A explosão destruiu as janelas de seu veículo e incendiou um carro da polícia.
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O chefe de polícia de Karachi, Azhar Farroqi, disse que a ex-premiê foi tirada rapidamente da área, de acordo com planos de segurança previamente estabelecidos.
"Ela foi retirada com muita segurança e agora está na Casa Bilawal", Farroqi disse para a "Dawn News", uma rede de televisão local, referindo-se à casa de Benazir em Karachi.
Os canais de TV paquistaneses mostraram as imagens de cadáveres por terra, mutilados pela explosão. Um jornalista da AFP viu "vários corpos" na rua.
O inspetor da Polícia provincial de Sindh, general Ziaul Hassan, não descartou que o ataque fosse resultado da ação de terroristas suicidas, já que as duas explosões consecutivas ocorreram muito perto do veículo especial que as autoridades dispuseram para levar Benazir.
A maioria das vítimas integra as forças de segurança que protegiam a comitiva da ex-primeira-ministra, disse o vice-ministro de Informação, Tarik Azim.
Azim lembrou que o governo havia aconselhado Benazir a adiar seu retorno pelas ameaças de atentados de radicais islâmicos, mas a líder opositora, que foi recebida com festa, rejeitou a idéia.
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| Benazir ao ser recebida com festa no Paquistão e, depois, ao sofrer atentado |
Benazir foi por duas vezes chefe de governo (1988-90 e 1993-96). Em 1999, abandonou o Paquistão com uma série de acusações por corrupção.
Há anos Benazir prometia retornar ao Paquistão para encerrar a ditadura militar, embora esteja voltando ao país como possível aliada do presidente Pervez Musharraf, chefe do Exército que tomou o poder em um golpe, em 1999.
'Estou muito animada, muita feliz e muito orgulhosa', disse Benazir, no momento em que seu vôo, a partir de Dubai, preparava-se para pousar. 'Temos que ter democracia no Paquistão.'
Especula-se que os dois líderes pró-Ocidente possam compartilhar o poder depois de eleições nacionais, marcadas para janeiro.
Militantes ligados à rede Al-Qaeda prometeram assassinar ambos.
(*com informações das agências AP e AFP)
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