18/10 - 10:14, atualizada às 16:46 18/10 - Redação com EFE
BAGDÁ - Milhares de curdos foram nesta quinta-feira às ruas da cidade de Dahuk, no norte do Iraque, em protesto contra a decisão da última quarta do parlamento turco de autorizar incursões militares no Iraque para combater os rebeldes separatistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
A televisão "Al-Jazeera", do Catar, mostrou imagens do protesto nesta cidade, capital da província de mesmo nome, a mais próxima da fronteira com a Turquia.
Os manifestantes levavam cartazes com frases como "parem a Turquia agora" e "defenderemos nossa região da ameaça externa", além de um grande número de bandeiras curdas.
A região autônoma do Curdistão iraquiano tem um alto grau de independência em relação ao governo central de Bagdá, e conta com seus próprios hino, bandeira, língua e moeda.
A manifestação de hoje foi a maior até agora contra uma eventual ofensiva turca.
Em Bagdá, o Governo do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, mantém silêncio, aparentemente à espera do resultado dos esforços de negociação de uma delegação diplomática de alto nível em Ancara.
Nação sem Estado
Os curdos formam um grupo étnico que vive no Oriente Médio espalhados pelo norte do Iraque, sudeste da Turquia e partes da Síria e do Irã. Falam a mesma língua e têm a mesma religião e costumes culturais. Apesar dessa região ser comumente chamada de Curdistão, o Estado independente curdo não existe. O tamanho dessa população é incerto, mas estima-se que esteja entre 27 e 36 milhões de pessoas.
Os curdos que vivem na Turquia tentaram sua independência com o fim do império Otomano, após o fim da Primeira Guerra Mundial, mas fracassaram. Durante todo o século 20, revoltas curdas foram esmagadas na Turquia e no Iraque, principalmente sob o domínio de Saddam Hussein.
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