iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Hu Jintao anuncia plano de reformas na China para os próximos cinco anos

15/10 - 10:56, atualizada às 18:38 15/10 - EFE

PEQUIM - O presidente chinês, Hu Jintao, deixou claro, nesta segunda-feira, na inauguração do 17º Congresso do Partido Comunista da China (PCCH) que as reformas no país continuarão nos próximos cinco anos, mas sempre aplicando o marxismo com características chinesas.

A agenda da reunião de uma semana do segundo congresso da década está centrada na escolha do Comitê Central do PCCh e de uma nova Comissão de Disciplina Interna. O Comitê Central é quem elege o Birô Político e o Comitê Permanente do Birô Político.

Três dos nove cargos do Comitê Permanente ficarão vagos em função da idade dos seus ocupantes, mas, por ser uma informação considerada segredo de Estado, tudo não passa de especulações.

Hu queria limitar o número de cargos a sete, depois do aumento feito por seu antecessor, Jiang Zemin, mas não conseguiu.

Embora os rumores falem da aposentadoria do vice-presidente Zeng Qinghong - estrategista de Jiang, que controla os assuntos diários do partido e se tornou imprescindível para o atual Governo -, de 68 anos, sua escolha como secretário-geral do congresso freou hoje qualquer especulação, pois os ocupantes desse cargo nos últimos três congressos (incluindo Hu) foram escolhidos para o órgão principal.

O presidente chinês disse hoje que o desenvolvimento socialista com peculiaridades chinesas, os comunistas e o povo alcançarão uma política democrática socialista plena "com fé inquebrantável no marxismo e buscando a unidade de todos os chineses dentro e fora do país".

Hu afirmou que a essência da política democrática socialista chinesa é mostrar que o povo é o dono do país e "a democracia popular é a vida do socialismo".

A participação da população no processo democrático socialista de tomada de decisões é possível, destacou, "pois é necessário escutar opiniões para elaborar leis, regulamentos e políticas estreitamente vinculados com os interesses das massas".

A reestruturação política, como elemento do processo geral de reforma, deve ser aprofundada em paralelo ao desenvolvimento econômico e social "e, quanto mais se desenvolver, mais se fará a democracia", insistiu Hu em seu discurso.

A agência oficial "Xinhua" destacou hoje que o socialismo com características chinesas supõe aplicar o marxismo situando a economia no centro, desenvolvendo as forças produtivas, a economia de mercado, a democracia e cultura socialistas e uma sociedade harmoniosa.

O objetivo é construir uma sociedade moderadamente próspera até 2020, quadruplicando o Produto Interno Bruto (PIB) per capita com relação ao de 2000, avançando na separação entre a Administração governamental e a gestão empresarial, fortalecendo a aplicação da lei e reduzindo a intervenção oficial na microeconomia.

Perante quase 2.200 delegados comunistas no Grande Palácio do Povo, o secretário-geral do partido e presidente do país qualificou os seus cinco anos no poder de "extraordinários".

"Sob a direção do PCCh foram criadas novas perspectivas para a causa socialista com peculiaridades chinesas, com um aumento médio ao ano de mais de 10% no PIB e progresso na melhora da democracia e do sistema legal", ressaltou.

No entanto, Hu lembrou que os políticos "devem estar conscientes de que ainda existe uma distância considerável entre o trabalho e as expectativas do povo, e que ainda enfrentam muitas dificuldades e problemas".

O preço do crescimento em recursos naturais e ambientais; o desequilíbrio no desenvolvimento urbano e rural, e entre as regiões; a dificuldade para aumentar a renda das camadas mais pobres; emprego, seguridade social, educação, saúde, habitação, trabalho judicial e ordem pública são algumas dessas dificuldades.

Outros obstáculos para o presidente são a falta de firmeza na formação ideológica e moral, a adaptação insuficiente do PCCh a novas tarefas de Governo, a fragilidade em organizações de base, o excesso de burocracia e os graves casos de ostentação, esbanjamento e corrupção.

A China também acelerará o ritmo de modernização das Forças Armadas com o objetivo de fortalecer sua capacidade defensiva e manter a paz mundial, após ter completado a anunciada redução de 200 mil soldados em seu Exército.

Hu destacou o propósito de levar à prática os princípios estratégicos militares do novo período, acelerar a reforma militar com características chinesas, aumentar a capacidade para enfrentar diversas ameaças à segurança e preservar a soberania e a integridade territorial, sem, no entanto, ameaçar qualquer outro país.

Veja também:

 

Leia mais sobre: Partido Comunista da China

 





US Multimídia


Publicidade


Enquete