iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Cúpula entre Alemanha e Rússia discute relações econômicas bilaterais

15/10 - 12:36 - Redação com agências internacionais

Juan Carlos Verruma Wiesbaden (Alemanha), 15 out (EFE) - As relações econômicas foram o centro das discussões do encontro teuto-russo de hoje, presidido pela chanceler alemã, Angela Merkel, e pelo presidente russo, Vladimir Putin, mas o programa nuclear iraniano e a viagem do líder do Kremlin a Teerã acabaram atraindo a atenção.

Os dois governantes ressaltaram a troca de idéias e opiniões sobre as relações econômicas, financeiras e comerciais entre Moscou e Berlim.

Eles lembraram que a Rússia é o maior fornecedor de energia para a Alemanha, enquanto este país é o maior provedor de bens industriais ao primeiro.

"Nossa sociedade estratégica está cheia de vida", disse Merkel, que ressaltou que "o coração da colaboração bilateral é a economia", além de ressaltar o "crescimento espetacular" do comércio entre os dois países.

Merkel e Putin disseram que Alemanha e Rússia estreitarão mais suas relações industriais e comerciais não só no estratégico campo energético, mas também em áreas como a construção de automóveis e as empresas aeronáuticas.

"Nossas economias se complementam", afirmou Putin, que pediu que as indústrias alemãs continuem investindo na Rússia, especialmente no setor da construção, que "está experimentando um boom".

Ele demonstrou satisfação com o nível de confiança alcançado com a chanceler alemã.

"Não temos tabus ou questões proibidas", afirmou o presidente russo, que admitiu que, apesar de não concordarem em alguns temas, desfruta de "um diálogo aberto e sincero" com Merkel.

Questionado sobre seu futuro diante da proximidade das eleições presidenciais na Rússia, nas quais não pode concorrer a um terceiro mandato, Putin disse apenas que "o espírito da Constituição será respeitado".

"Isso não quer dizer que representantes da atual direção (do Governo) não possam continuar participando da vida política do país", acrescentou Putin.

"Farei uso de uma das minhas virtudes, que é saber esperar" para conhecer o futuro do máximo líder russo, respondeu a chanceler alemã sobre o assunto.

Os dois políticos ressaltaram, sem dar mais detalhes, que conversaram também sobre o futuro do Kosovo e a crise no Oriente Médio, no Afeganistão e nos Bálcãs.

Putin e Merkel celebraram o sucesso do chamado Diálogo de Petersberg, fórum de debates sobre questões sociais do qual participaram esta manhã.

O evento foi presidido nesta edição pelo último presidente soviético, Mikhail Gorbachov, e pelo último ministro da República Democrática Alemã (RDA ou Alemanha Oriental), Lothar de Maiziere.

Também compareceram ao encontro teuto-russo praticamente todos os ministros dos dois Governos, que tiveram oportunidade de realizar uma reunião conjunta entre seus gabinetes para discutir questões de interesse bilateral.

Rússia x Irã

Em entrevista coletiva concedida no balneário de Wiesbaden, o presidente russo precisou primeiro esclarecer as dúvidas surgidas em relação a sua viagem de Frankfurt a Teerã, colocada em questão por alguns veículos de comunicação após as supostas ameaças de atentado contra Putin feitas por extremistas islâmicos.

O presidente russo desmentiu firmemente que tivesse cogitado suspender sua visita ao Irã e lembrou que a viagem já estava prevista há muito tempo. Ele disse que o objetivo da viagem é participar de uma cúpula dos países banhados pelo mar Cáspio - Irã, Rússia, Azerbaijão, Cazaquistão e Turcomenistão.

Putin anunciou também que abordará em Teerã o conflituoso programa nuclear iraniano, mas se mostrou partidário de uma solução dialogada e deu como exemplo a Coréia do Norte, para ressaltar que a opção diplomática deve ter prioridade.

"Não faz sentido tentar aterrorizar ou apavorar (as autoridades ou o povo iraniano). Os iranianos não têm medo", afirmou Putin, que disse que "é preciso buscar o diálogo com o povo e com os dirigentes iranianos" para resolver esta crise.

Sobre este assunto, a chanceler alemã acrescentou que a Alemanha apóia a busca de uma solução diplomática e respalda os esforços que Putin fizer neste sentido.

Merkel, no entanto, pediu que o Irã colabore mais com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e se mostrou favorável à adoção de sanções mais severas caso as negociações não dêem resultados.

(Com informações da EFE)

Leia mais sobre: Alemanha - Rússia





US Multimídia


Publicidade


Enquete