11/10 - 11:27, atualizada às 12:22 11/10 - Redação com agências
A Turquia criticou nesta quinta-feira a aprovação por uma comissão do Congresso dos Estados Unidos de um texto que reconhece o "genocídio" armênio, uma resolução que poderá afetar ainda mais as relações bilaterais, já abaladas pelas divergências relacionadas ao Iraque. Na manhã desta quinta, centenas de manifestantes protestaram pelas ruas de Istambul contra a aprovação do texto.
Apesar da intensa pressão da Turquia e do próprio presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes aprovou por 27 a 21 a caracterização.
A proposta considera genocídio o massacre de centenas de milhares de armênios pelo Império Otomano (antecessor da atual Turquia), o que é negado por Ancara.
O presidente da Turquia, Abdullah Gül, considerou inaceitável e "inválida para os turcos" a resolução adotada pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos sobre o "genocídio armênio" de 1915-1917, segundo a agência de notícias turca "Anadolu".
"A decisão inaceitável do comitê, como as anteriores, não têm validade nem respeitabilidade para o povo turco. Alguns políticos dos EUA sacrificam os grandes temas por pequenos jogos de política interna", afirmou Gül na noite de quarta-feira.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, declarou na noite de quarta-feira que seu governo enviaria ao Parlamento um texto que autoriza o envio durante um ano de soldados para o exterior, concretamente para o Iraque. O Parlamento deverá votar o mesmo na próxima semana.
Erdogan indicou, no entanto, que nenhuma operação militar está prevista, já que pretende utilizar primeiro a arma da dissuasão.
(Com informações das agências EFE, AFP e Agência Estado)
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Parlamentares dos EUA aprovam texto sobre genocídio de armênios