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Secretário de Defesa dos EUA defende retirada parcial britânica do Iraque

11/10 - 11:47 - AFP

O secretário americano de Defesa, Robert Gates, que chegou na manhã desta quinta-feira a Londres, defendeu a decisão britânica de reduzir suas forças no Iraque para 2.500 homens, afirmando que era resultado de um acordo com os comandantes americanos.

Depois de ter se reunido com seu colega britânico Desmond Browne em Londres, onde fez uma escala de seis horas antes de seguir viagem para Moscou, Gates destacou a contribuição da Grã-Bretanha na campanha iraquiana, classificando o país de "aliado fiel".

Gates não quis comentar a possibilidade de uma retirada completa das tropas da Grã-Bretanha no próximo ano, mas o ministro da Defesa britânico Desmond Browne disse que qualquer decisão se basearia na situação no território iraquiano.

O primeiro-ministro Gordon Brown anunciou na segunda-feira no Parlamento que antes da primavera (hemisfério norte) de 2008 pretende reduzir para 2.500 o número de soldados britânicos no Iraque, todos concentrados na província de Basra (sul).

"Não quero entrar na hipótese sobre o que ocorrerá na próxima primavera (hemisfério norte)", disse Gates aos jornalistas depois de ter se reunido com Browne, com quem conversou a respeito da situação no Iraque e no Afeganistão.

"É por isso que o general David Petraeus apresentará um relatório adicional em março sobre o que pensa a respeito da manutenção da retirada das forças americanas depois do mês de julho", disse referindo-se ao comandante das forças dos Estados Unidos no Iraque.

"Mas quero insistir que o número de 2.500 (soldados) foi discutido estreitamente com o general Petraeus e como já disse é fruto de um acordo conjunto entre Estados Unidos e Grã-Bretanha a respeito do papel das tropas britânicas no sul", disse.

Gates e Browne discutiram também a respeito de uma reunião dos ministros da Defesa dos países membros da Otan neste mês em que serão decididas novas estratégias para o Afeganistão.

Gates tem pressionando os aliados europeus para que enviem instrutores para a formação do Exército nacional afegão, assim como helicópteros, aviões de vigilância e forças para operações especiais.

Ao ser questionado se a Grã-Bretanha se preparava para aumentar suas tropas no Afeganistão após a retirada parcial do Iraque, o ministro da Defesa britânico declarou: "Qualquer decisão sobre os níveis de tropas no Iraque é uma resposta às circunstâncias e condições nesse país, e as decisões que são tomadas em relação ao Afeganistão serão tomadas em resposta às circunstâncias e condições no Afeganistão".

O secretário de Defesa deverá se reunir ainda com o primeiro-ministro antes de viajar para a Rússia.

As reuniões na Rússia devem ter como tema principal o projeto do escudo antimíssil americano na Europa, criticado por Moscou.

Leia mais sobre: guerra do Iraque





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