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ONU quer fim da impunidade a seguranças no Iraque

11/10 - 11:03 - Reuters

Por David Clarke BAGDÁ (Reuters) - A Organização das Nações Unidas (ONU) quer inquéritos que determinem se seguranças particulares no Iraque cometeram crimes de guerra, disseram funcionários da entidade na quinta-feira.

A morte de 17 iraquianos em um tiroteio envolvendo agentes da empresa norte-americana de segurança Blackwater, em setembro, criou tensões entre Bagdá e Washington e abriu um debate sobre a necessidade de maior controle sobre essas companhias, que gozam de imunidade jurídica no Iraque.

Ivana Vuco, responsável da ONU para questões de direitos humanos no Iraque, disse em entrevista coletiva que as empresas de segurança continuam submetidas ao direito humanitário internacional, o que significa que haveria consequências específicas para eventuais violações.

'As investigações sobre se crimes contra a humanidade e crimes de guerra estão ou não sendo cometidos e obviamente as consequências disso são algo a que estamos prestando atenção e defendendo', afirmou.

O Iraque diz haver mais de 180 empresas de segurança, especialmente norte-americanas e européias, no país, empregando entre 25 mil e 48 mil agentes.

Muitos iraquianos vêem nessas empresas exércitos privados que agem com impunidade. As autoridades iraquianas acusam os agentes da Blackwater de terem 'matado deliberadamente' os 17 iraquianos no mês passado, mas a empresa diz que seus guardas reagiram dentro da lei a um ataque ao comboio que eles escoltavam.

Nesta semana, duas mulheres foram mortas quando seu veículo se aproximou demais de um comboio armado. A empresa Unity Resources Group, que tem capital australiano, mas sede em Dubai, disse que o veículo ignorou alertas para parar.





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