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Rússia contesta pressão do Ocidente contra o Irã

10/10 - 14:07, atualizada às 14:31 10/10 - Reuters

MOSCOU - A Rússia contestou a pressão de potências ocidentais de endurecer suas sanções contra o Irã devido ao seu programa nuclear, na quarta-feira, dias antes de o presidente Vladimir Putin ir a Teerã para negociações, e pouco antes da visita a Moscou da secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice.

Várias potências acreditam que o Irã possui um programa de armas atômicas sob a fachada de seu programa nuclear civil, e exigem uma terceira rodada de sanções contra o país. A Rússia pode usar seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU para barrar a iniciativa.

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, afirmou, segundo agências de notícias locais, que seria 'irresponsável' tomar medidas abruptas contra o Irã enquanto a AIEA, agência nuclear da ONU, não tiver concluído suas negociações com Teerã.

Encontro com Sarkozy

Putin já tinha afirmado, também na quarta-feira, depois de conversar com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em Moscou, que não tem provas de que o Irã esteja tentando construir uma bomba nuclear.

Ele disse que Moscou vai cooperar dentro do âmbito da ONU.

'Enquanto a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) não informar o que está acontecendo no Irã, enquanto não recebermos essas respostas, seria irresponsável fazer qualquer movimento abrupto', disse Lavrov, segundo a RIA.

Sarkozy, por sua vez,  acredita que conseguiu uma aproximação de posições com seu colega russo, Vladimir Putin, em relação ao Irã. O francês chegou na última terça a a Moscou para a sua primeira visita oficial à Rússia.

Visita ao Irã

Putin vai a Teerã na semana que vem participar de uma conferência entre os países da região do mar Cáspio. Ele deve se reunir com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

Depois, na mesma semana, Rice e o secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, chegam a Moscou para falar sobre questões de segurança e armamentos.

O Irã nega estar buscando uma arma atômica e diz que só quer dominar a tecnologia para gerar energia elétrica. Os EUA dizem querer uma solução diplomática para o problema, mas não descartam uma ação militar.

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